Se você, assim como uma parcela dos brasileiros, deseja abrir a sua própria empresa, provavelmente já questionou que tipo pode ser um bom negócio. Para poder responder este questionamento, o Portal InfoMoney conversou com o economista e consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves.
Para o especialista, é arriscado indicar diretamente oportunidades de negócios, mas é possível analisar as tendências de mercado. Sobre elas, Gonçalves destaca as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do setor de comércio e serviços.
“Em 2000, as empresas serviços representavam 28% do total de MPEs. Para 2015, a expectativa é que elas cheguem a 34%. Somente na Região Metropolitana de São Paulo, em 2000, elas somavam 39%. Em 2015, elas serão 47%”, disse.
O consultor explica que as empresas do comércio e serviços são tendência devido à atual conjuntura econômica brasileira que permitiu aumento de renda da população. “Quanto mais as pessoas ganham, mais elas consomem. Elas vão mais ao médico, fazem mais lazer”, exemplifica.
Para o especialista, é arriscado indicar diretamente oportunidades de negócios, mas é possível analisar as tendências de mercado. Sobre elas, Gonçalves destaca as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do setor de comércio e serviços.
“Em 2000, as empresas serviços representavam 28% do total de MPEs. Para 2015, a expectativa é que elas cheguem a 34%. Somente na Região Metropolitana de São Paulo, em 2000, elas somavam 39%. Em 2015, elas serão 47%”, disse.
O consultor explica que as empresas do comércio e serviços são tendência devido à atual conjuntura econômica brasileira que permitiu aumento de renda da população. “Quanto mais as pessoas ganham, mais elas consomem. Elas vão mais ao médico, fazem mais lazer”, exemplifica.
Para auxiliar o futuro empreendedor, o Sebrae listou as 10 tendências de consumo nos próximos anos. Ao analisá-las é possível pensar em empresas que terão grandes chances de prosperar. Confira abaixo:
- A nova classe C: o aumento de renda e as melhores oportunidades de trabalho levaram 32 milhões de brasileiros para a classe média. Estes consumidores são ávidos por consumir produtos e serviços que antes estavam fora do seu alcance, como viagens e produtos de tecnologia. Vale destacar que a forma de pagamento deste público é o parcelamento.
- Consumo precoce: atualmente, existem no País cerca de 40 milhões de crianças (0 a 14 anos). Este público influencia diretamente sobre as compras da família. Por ano, o orçamento avaliado é de R$ 90 bilhões por ano.
- Consumo exigente: os brasileiros está mais exigente e conscientizado, por isso haverá um aumento da demanda por certificação do produto consumido. As oportunidades de negócios estão relacionadas à rastreabilidade do produto em todo o seu ciclo de vida e ao longo da cadeia.
- Consumidor com mais de 60 anos: a expectativa de vida dos brasileiros passou de 67 anos para 71,7 anos, com isso o Brasil está ficando mais “maduro”. Atualmente, a população com mais de 60 anos passa dos 18 milhões de pessoas. Existe um mercado muito amplo de serviços e produtos que possam atender as necessidades destes consumidores.
- Beleza e estética: o Brasil é um dos maiores consumidores de produtos de beleza. Quem aposta somente no segmento feminino está atrasado. Para ter uma ideia, no caso de vendas de cremes e loções, o consumo masculino já responde por 24%, representando 10% do volume total do mercado.
- Consumo saudável: uma das características comum aos jovens é a procura por produtos saudáveis. De 2004 para 2009, as vendas no varejo de alimentos mais saudáveis registraram crescimento de 82%. Existe uma demanda por por produtos e serviços orientados a valorização da saúde.
- Consumo de eco soluções: a preocupação com o meio ambiente e sustentabilidade está aumentando, isso reflete não apenas na reciclagem de materiais, mas no aumento de consumo de produtos ecologicamente corretos.
- Consumo prático: entre as características deste público é possível destacar que os consumidores moram sozinhos, frequentam mais bares e restaurantes que a média da população, consomem fastfoods e navegam em média 54 minutos por dia na internet. Com isso, eles buscam produtos e serviços de elevada praticidade e que contribuam para a otimização do tempo.
- Experimentação: com o aumento do e-commerce, as empresas terão de ter um diferencial para atrair os consumidores até o seu estabelecimento. As pessoas estão cada vez mais interessadas em ter novas experiências, seja durante a compra, ou na utilização de produtos e serviços. Atualmente, a busca da experimentação ainda não é possível pelo mundo virtual.
- Nichos: estar atento aos públicos segmentados pode revelar boas oportunidades de negócios. Um dos nichos em destaque é o público gay. No Brasil, eles somam 18 milhões de brasileiros, cerca de 10% da população. Os consumidores homossexuais gastam 30% a mais do que os heterossexuais, sendo 36% da classe A e 47% da B. Como a maioria (57%) cursou o nível superior e 40% o Ensino Médio, eles são considerados consumidores mais sofisticados.
Fonte: Infomoney
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