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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

7 sinais de que você está longe do sucesso financeiro

Veja quais erros na administração das finanças pessoais mostram que você não está preparado para alcançar seus objetivos

Alguns erros cometidos ao administrar as finanças pessoais podem indicar a falta de preparo para alcançar objetivos, sejam eles a compra de uma casa, o primeiro milhão, ou uma aposentadoria tranquila. Mesmo quem já tem uma boa renda não está imune a alguns equívocos que podem transformar o sucesso financeiro em uma meta distante.

Veja a seguir sete sinais de que você ainda não está preparado para alcançar seus objetivos financeiros.

1) A parcela da sua renda destinada aos investimentos é menor do que 10%
Todo orçamento pessoal deve ter uma parte exclusivamente destinada a investimentos, assim como às despesas fixas e variáveis. Os investimentos são o oxigênio de diversos projetos pessoais, por isso destinando menos de 10% da renda a aplicações, alguns objetivos podem demorar mais a se concretizar.

 “É claro que, para quem tem uma renda altíssima, 10% da renda pode ser pouco se a pessoa consegue investir 50% da renda. Mas 10% é uma medida bem geral e se não for possível guardar nem isso por mês, existe um problema”, explica o consultor financeiro André Massaro.

Os objetivos, o tempo de investimento e a quantia disponível irão definir quais são as melhores aplicações, quanto deve ser colocado em cada uma delas e se será preciso aumentar ou não a parcela da renda para os investimentos. Parte dos investimentos pode ser voltada à aposentadoria, outra parte a objetivos de médio prazo, como um casamento e outra ao curto prazo, como uma viagem a ser realizada em breve.

2) Você não teria dinheiro suficiente para se manter sem emprego durante um ano
A perda de emprego, um problema de família ou de saúde são imprevistos que podem facilmente minar um objetivo em pouco tempo. Por isso, é preciso ter uma reserva financeira que seja capaz de sustentar esse tipo de situação imprevisível.

Alguns especialistas falam que a reserva de emergência deve equivaler a pelo menos seis meses de despesas, outros um pouco mais. André Massaro acredita que uma pessoa realmente preparada para alcançar seus objetivos deve ter pelo menos uma quantia equivalente a um ano de despesas guardada. “Hoje, muitos conseguem se recolocar em pouco tempo porque o mercado está aquecido, mas o desemprego sempre foi um problema no país. Por isso é preciso se preparar para o pior cenário, não o melhor”, diz.

3) Seu investimento para a aposentadoria vai de mal a pior
Ter uma boa aposentadoria, para alguns, significa ter uma renda mensal de 10 mil reais; para outros, a renda deverá equivaler a 20 mil reais. Por isso não existe uma regra geral que mostre se a pessoa está cuidando bem ou não de sua aposentadoria.

Massaro afirma que em países desenvolvidos, os investidores acumulam para a aposentadoria um patrimônio suficiente para mantê-los durante 30 anos, um período que ele considera também recomendável para os brasileiros que planejam sua aposentadoria.

Seja qual for o período que o investidor considerar que viverá depois de aposentado, ele deve pensar se com a quantia que ele investe mensalmente hoje e com o tempo que ele tem até a aposentadoria, os recursos investidos serão suficientes para se aposentar com a renda pretendida. Caso não sejam, este pode ser um indício de que o caminho para o sucesso está ainda bem distante.

4) Mais de um terço da sua renda é destinada ao financiamento de um imóvel
Os próprios bancos, que têm total interesse em fornecer crédito para o financiamento do imóvel, recomendam que os clientes não comprometam mais de um terço de sua renda líquida (renda mensal descontados os impostos) com as parcelas do imóvel.

“Essa é uma regra bastante usada e vale para a maioria dos casos. Apenas não vale se a pessoa é solteira, ganha muito dinheiro e consegue manter um padrão de vida bom, mesmo gastando mais de um terço da renda com o imóvel”, diz André Massaro.

Com mais de um terço da renda destinada ao financiamento do imóvel, aumentam as chances de problemas financeiros. Alguns especialistas, inclusive, acreditam que o ideal é que o financiamento não ultrapasse 20% da renda, principalmente se ele ainda não tiver formado sua reserva de emergência, já que nesse caso, diante de algum imprevisto, a dívida com o financiamento pode tornar a situação insustentável.

5) Suas férias dependem do cartão de crédito
Usar o cartão de crédito para pagar algumas despesas durante as férias não é um problema e pode até ser vantajoso em alguns casos por causa do acúmulo de pontos no programa de fidelidade do cartão. Mas pagar tudo no crédito, inclusive passagem e a estadia, é um indício de que para um objetivo menor já há dificuldade de se programar. As metas maiores, portanto, podem se tornar extremamente complexas.

Uma orientação comum dos especialistas em finanças é que o período de pagamento de um bem ou serviço não extrapole sua vida útil. Ou seja, a viagem não deve continuar a ser paga depois que ela acaba.

Ao começar a pagar com antecedência, ou mesmo ao pagar à vista, um pacote de viagens, passagem ou estadia, normalmente é possível conseguir descontos. E com um bom planejamento também é possível investir o valor que será utilizado na viagem, por exemplo, em um fundo cambial, que permite poupar o valor necessário em moeda estrangeira, protegendo o dinheiro das oscilações cambiais até o momento de pagar as despesas.

6) Você dá mais importância ao investimento que ao valor poupado
Outra regra básica para quem quer alcançar o sucesso financeiro diz que poupar é mais importante do que investir. Isso significa que ter uma regularidade de aportes nos investimentos e poupar mais dinheiro é muito mais importante do que dar uma “grande tacada” e escolher a melhor aplicação disponível no mercado.

Alguém que tem dinheiro investido, mas tem dívidas a pagar, provavelmente estará pagando mais juros do que recebendo, já que os juros de empréstimos e financiamentos à pessoa física costumam ser bem maiores que o retorno das aplicações financeiras.

Por isso, quando as taxas forem altas, vale mais a pena poupar uma quantia suficiente para pagar esses financiamentos em aberto do que dar início a um novo investimento.

Além disso, quando o investidor consegue poupar e reunir uma boa quantia antes de investir, ele pode conseguir ter acesso a produtos financeiros melhores. Aplicações com aporte inicial maior muitas vezes também contam com remuneração maior e custos menores.

7) Você só consegue comprar um carro novo se for financiado em um prazo longo
Nem todo mundo consegue pagar à vista um bem de alto valor como um carro, mesmo com uma boa situação financeira. E isso não é um problema. Mas, se para comprar o carro pretendido é preciso entrar em um financiamento de mais de três anos, algo está errado.

Se o carro de 100 mil reais almejado só pode ser comprado se financiado em mais de 36 meses, isso pode significar que o valor do bem está acima da real possibilidade do comprador. Como as taxas podem ser maiores e os carros sofrem mais depreciação quanto maior o tempo, se o financiamento for muito longo, mesmo ao vender o carro o valor recebido pode não ser suficiente para quitar o financiamento.


Fonte: Exame.com

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cartão de crédito: uso consciente

Você sabe usar adequadamente o seu cartão de crédito? Sabe exatamente com o quê e quanto está gastando? Sabe se terá ou não condições de pagar sua próxima fatura?

Você sabe usar adequadamente o seu cartão de crédito? Sabe exatamente com o quê e quanto está gastando? Sabe se terá ou não condições de pagar sua próxima fatura? Para você, cujas respostas a essas perguntas não foi exatamente as que gostaria, este artigo lhe ajudará a entender o que é e como funciona o tentador cartão de crédito, também conhecido como o cartão de plástico.

Diversas pessoas não controlam adequadamente seu cartão e acabam pagando juros muito altos. Qualquer tipo de cartão de crédito possui um limite de compras, esse limite é em função do valor que acreditam que você tenha condições de pagar. Só que, ao efetuar uma compra, você é o responsável por esse controle. Ninguém melhor do que você para saber seus compromissos. E tem mais: o cartão de crédito, em caso de roubo ou perda pode e deve ser bloqueado imediatamente.

Sobre o pagamento da fatura, é importante ressaltar que mesmo podendo escolher se ele será realizado integralmente, em seu valor mínimo ou um valor intermediário, cada escolha gera uma nova condição, muitas vezes associada à cobrança ou não de juros. O pagamento integral, realizado antes ou no dia do vencimento, não acarreta a cobrança de multa e nem de juros. Já o pagamento mínimo ou de um valor intermediário, gera a cobrança de juros em cima do valor restante. Agora, quando o pagamento é feito com atraso, você paga multa e juros, e no caso dos juros eles costumam ser diários, ou seja, quanto maior o número de dias em atraso, maior será o valor dos juros. E estes juros, normalmente, são bastante elevados.



Mas o cartão de crédito não é um vilão ou bicho de sete cabeças. Basta, apenas, que ele seja usado de forma consciente. E nesses casos, o que se tem são vantagens. Conheça algumas delas:
  • Não é preciso ter dinheiro físico ou cheque na hora das compras.
  •  As despesas do mês são pagas em um único dia, normalmente o pagamento ocorre dez dias após o fechamento da fatura.
  • Se você efetuar uma compra logo após o fechamento da fatura, isso significa que terá até 40 dias após a compra para pagar.
  • Poderá, de acordo com o estabelecimento, realizar compras sem juros, ou parceladas sem juros ou, ainda, com prazo para começar a pagar (nesse caso é preciso cuidado, pois, muitas vezes, o que os estabelecimentos chamam de parcelas fixas nada mais é do que o valor da mercadoria com os juros, do pagamento futuro, já embutidos).
  • Com suas despesas todas descritas em uma única fatura, fica mais fácil lançá-las em um controle mensal de gastos, saber exatamente para onde está indo o seu dinheiro e quanto ainda se pode usar ou empregar em algum investimento ou poupança.
  • Dependendo da administradora do cartão, não há taxa de anuidade para utilização do cartão.

De qualquer forma, ao comprar, é bom verificar se consegue algum desconto para pagamento à vista. Pode ser que valha a pena pagar em dinheiro, mesmo com todas as vantagens do cartão.

Agora que você já entende os mecanismos de funcionamento dos cartões de crédito, fica mais fácil usá-lo de maneira consciente, evitando sustos futuros quando sua fatura chegar. Mas se você é do tipo que mesmo com essas dicas e entendendo sobre os benefícios e riscos do cartão, acabou estourando o seu limite e está em dificuldades para pagá-lo, talvez seja melhor optar por outra forma de pagamento para suas compras, pelo menos até que sua situação se estabilize novamente. Pense também na possibilidade de negociar com a administradora do cartão um parcelamento, geralmente, os juros são menores.


Fonte: Administradores.com

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cinco sinais financeiros de que o negócio não vai bem

Antes de uma empresa ser condenada ao fracasso, ela costuma demonstrar os problemas com alguns sintomas. Aprenda a identificá-los e a reagir

Tempo e paixão empregados na administração do próprio negócio costumam ser ingredientes indispensáveis para o sucesso. Mas, se os indicadores financeiros não apontam para o azul, dificilmente a sua empresa sobreviverá por muito tempo.

“Não é só porque a pessoa gosta muito do seu negócio que ele terá êxito. É preciso agregar valor”, diz Samy Dana, professor da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas.

Antes do naufrágio, no entanto, as empresas costumam dar sintomas de que as coisas não vão bem. Preste atenção e ganhe tempo para reverter a situação a seu favor:

1. Quedas seguidas no faturamento ou estagnação nas vendas
 
As vendas não têm crescido na comparação de um ano para o outro ou, ainda pior, elas têm diminuído. Esse é um sinal claro de que algo precisa ser feito. Em alguns momentos, o problema não é só com o seu negócio, mas conjuntural. “Se estamos em um momento em que o governo federal abre mão da arrecadação para estimular o consumo, é porque a situação não é boa para todo mundo”, diz João Carlos Natal, consultor do Sebrae.

Para Dana, da FGV, outra situação que pode colaborar para a queda nas vendas é o ciclo do produto. Logo após o lançamento, as vendas entram em crescimento. Depois de um tempo, esse ciclo atinge a maturidade e, então, entra em declínio. O tempo entre um ponto e outro da curva depende do mercado e do tipo de produto.

Segundo Natal, do Sebrae, dois movimentos podem ser feitos para melhorar esse cenário. Do ponto de vista de marketing, é possível pensar em estratégias para vender mais. “Comunique-se melhor com o mercado, vá em busca de novos nichos, novos clientes e novas oportunidades”, diz Natal.

Se o mercado estiver estagnado e não for possível aumentar as vendas, o empresário pode montar uma planilha, avaliar seus custos fixos ao longo de um ano e classificar os itens de maior para o menor impacto. Identifique o que é possível reduzir ou renegociar e mexa-se.

2. Estoques cheios

“Estoque é dinheiro parado. Faça o possível para minimizá-lo”, diz Dana, da FGV. O cálculo para esse número reduzido de produtos armazenados varia de acordo com o tipo de negócio. “Se você tem uma loja de carros e vende uma Ferrari por mês, talvez três seja um número razoável para ter em estoque”, exemplifica.

Segundo Natal, do Sebrae, muitas vezes os empresários pensam em buscar financiamento e não avaliam o valor imobilizado que têm em produtos estocados. Em setores com sazonalidade, como é o caso da moda, é importante ficar atento à época do ano para liquidar o produto antes que a estação mude.

3. Falta de capital de giro e endividamento

Uma das principais dificuldades das pequenas e médias empresas é o cálculo do capital de giro. Ele é fundamental para o bom andamento financeiro dos negócios e, no entanto, acaba deixado de lado muitas vezes. “O capital de giro é o descolamento entre o tempo para pagar os fornecedores e receber dos clientes”, diz o consultor do Sebrae. A dificuldade em realizar esse planejamento leva muitos empresários a recorrer ao empréstimo imediato, como o cheque especial, que costuma oferecer os juros mais altos do mercado. “Para colocar as contas em dia, o empresário deve levar em conta não apenas o valor negativo no banco, mas também o capital de giro”, diz Natal.

Para Dana, da FGV, a tomada de crédito no mercado nem sempre é uma opção ruim. “Uma linha de financiamento pode ser mais barata do que usar capital próprio, o qual está relacionado à remuneração de acionistas”, diz. Segundo o professor, o percentual de endividamento saudável varia de negócio para negócio e de acordo com o setor, mas fica entre 40% e 60% da receita, geralmente.

4. Aumento na inadimplência dos clientes

Segundo Natal, do Sebrae, considera-se inadimplência quando o título vai a protesto judicial. “Se há inadimplência, isso já é preocupante”, diz o consultor. De acordo com ele, os atrasos no recebimento de clientes devem ser considerados e calculados no capital de giro. “Quem está financiando a empresa quando há prazo para o recebimento é você”, diz.

Ele sugere acrescentar de 1% a 2% na formação do preço de venda, se o mercado e a concorrência tornarem isso possível, para tentar reverter os prejuízos. “Quando a inadimplência no mercado aumenta, os bancos aumentam os juros. O mecanismo é o mesmo nas empresas”, diz.

5. Quedas na produtividade e na rentabilidade

Para os consultores, não existe um percentual fixo esperado de rentabilidade em uma empresa. Mas alguns parâmetros devem ser observados. Segundo Natal, do Sebrae, o empreendedor deve perseguir uma rentabilidade maior do que a poupança – 6% ao ano, no mínimo. “Caso contrário, é mais barato aplicar esse dinheiro do que ter o trabalho de gerenciar uma empresa”, diz.

Segundo Dana, da FGV, quanto maior o risco, maior deve ser o retorno. “Em economia chamamos isso de custo de oportunidade do dinheiro”, diz. Outra referência é a taxa básica de juros, a Selic, que está em 8% ao ano.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Finanças para pequenos empreendedores

O pequeno e microempreendedor geralmente não gosta de lidar com as finanças da empresa ou simplesmente se atrapalha ao lidar com isso, é tanto que número de consultorias que existe oferecendo serviços nesta área é algo surreal. O empreendedor preocupa-se mais com os produtos/serviços oferecidos, clientes, marketing e processos, sem dar a atenção necessária para os números. E aí onde mora o perigo! Não que as outras áreas não sejam necessárias, mas cuidar da saúde financeira do negócio deve ser motivo de constante atenção do empreendedor, antes que os números levem o sonho do seu negócio para o fundo do poço.

A realidade e que não é novidade é que são raros os negócios que são um sucesso em curto prazo, e os empreendedores acabam se perdendo nisto não conseguindo mensurar o tempo de retorno e o crescimento da empresa, pois diariamente se deparam com dinheiro escasso e lucros apertados.

Se você está dando início a um empreendimento ou já o tem, o que sugiro é que faça um curso rápido de finanças ou pelo menos leia um livro sobre noções básicas. Pois mesmo com conceitos simples já é possível praticar e dar uma organizada financeira, reduzindo custos. Mas se já estão tão envolvido com seu negócio e acha que não tem mais tempo para isso, abaixo segue três dicas simples que separei especialmente para pessoas como você. 


Nunca deixe as finanças de lado

Assim como falei no início deste artigo, as finanças devem sempre está na mente do empreendedor e diariamente é necessário a está acompanhando. As finanças indo bem conseguem fazer com que as outras áreas caminhem para levar a empresa ao topo do seu potencial. Pois de nada adiantará ter uma área com boas idéias se a empresa passa por dificuldades financeiras.

Grande parte dos empreendimentos trabalham no negativo quando estão começando. E isto é um fato que acontece com freqüência e não necessariamente é um problema. No entanto, esta fase inicial deve ser administrada com muito cuidado, uma vez que os recursos são sempre escassos. E é aqui onde mora a importância de ter sempre um bom plano de negócios (falamos sobre isto na edição de Maio lembram?), pois com ele conseguimos ter um planejamento claro de quanto tempo se vai ter os recursos financeiros limitados, além de servir como uma balança para mensurar se a empresa está atingindo as metas traçadas ou se terá mais dificuldades.

O caixa da empresa não é remuneração do dono

Este é um problema antigo nas finanças empresariais. Principalmente nos pequenos empreendimentos, o empresário faz a maior bagunça e mistura as finanças pessoais com as do negócio. Acaba tirando os custos da família do caixa da empresa e os lucros que sobram (quando sobram) são aproveitados com gastos pessoais.

E isto é algo tão nocivo quanto o que se pensa, por duas questões:

Primeiro, em função de complicar a compreensão da dimensão do negócio.  Se o empreendedor mensalmente cobre problemas pessoais, coisas que não estavam planejadas com recursos da empresa, pode estar colocando a empresa em um queda livre em um penhasco. E se ele retira todos os lucros para manter sua vida pessoal, deixa de reinvestir na empresa o que compromete o futuro da mesma;

Segundo, porque os colaboradores jamais verão isto com bons olhos, pois qualquer bom colaborador quer crescer na empresa e ajudá-la a ter sucesso.  Porém, se ele identifica que o empreendimento está sendo uma extensão da vida pessoal do dono, a desmotivação o encontrará em curto espaço de tempo.

Cuidado com as dívidas
Não se engane! Contrair dívidas não é a solução mais eficaz para os problemas financeiros de uma empresa.  Pegar empréstimos em instituições financeiras é comum, mas somente até o que está dentro do planejamento e o pagamento das prestações devem ser prioridade para a empresa, assim como os salários dos colaboradores.   O descontrole das dívidas é uma das causas mais comuns da mortalidade das empresas.  E principalmente no Brasil, onde mesmo com o corte juros feito recentemente, ainda pagamos altos juros. Assim, tenha dívidas para bancar o crescimento da empresa e não para pagar contas que você perdeu o controle e que no futuro se tornará uma bola de neve.

Portanto, meus caros empreendedores, tratem com carinho as finanças e estude sempre, antes que elas destruam o seu sonho.

Fonte: Dos autores deste blog / Artigo publicado na Revista Seridó S/A Ed. Agosto/2012.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

10 gastos que podem ser evitados no dia a dia

 
Diariamente gastamos com pequenas coisas e não fazemos a menor noção de quanto isso representa no mês. É sempre um lanche de manhã, ou uma passada na bomboniere depois do almoço, mas você sabe o quanto isso impacta no final do mês?

Estes pequenos gastos, na maioria das vezes, não entram no orçamento do consumidor, afinal quase ninguém tem o costume de anotar tudo o que compra no dia.

Para manter um orçamento saudável é fundamental que o consumidor conheça seus gastos e reserve uma quantia, por mês, para essas pequenas despesas, que aparentemente não impactam no planejamento.

Vejas os 10 gastos que podem ser evitados no dia-a-dia:

1- Alimentação fora de casa: tome cuidado com as refeições fora de casa, avalie os preços dos restaurantes antes de fazer a refeição e evite ir aos fastfoods todo final de semana.

2- Doces: evite passar na loja de doces todos os dias após o almoço, reserve um dia na semana para as loucuras gastronômicas.

3- Bens e serviços: pesquise antes de comprar bens ou contratar serviços. Lembre-se: o melhor preço de um produto não é o praticado “naquele” ponto de venda, mas o praticado pelo mercado.

4- 10% do garçom: nos restaurantes, lembre-se que você não é obrigado a pagar os 10% do garçom. Dependendo do valor da conta, opte por entregar uma gorjeta menor para o próprio funcionário.

5- Deixe o carro na garagem: evite ir trabalhar todos os dias de carro, use o transporte público, ou até mesmo carona dos amigos.

6 – Cartão de crédito: deixe o cartão em casa, isso evita que você compre por impulso.

7 – Compras coletivas: compras compartilhadas podem representar redução de gastos para todo o grupo. Particularmente entre familiares, é uma prática bem interessante e, quanto maior a família, maior o volume de cada item a comprar e, potencialmente, maior o benefício do compartilhamento.

8 – Lazer: aos finais de semana, busque opções de lazer mais baratas. Seus filhos podem se divertir tanto no shopping center, quanto em um parque.

9 - Deixe as marcas de lado: produtos de marcas menos conhecidas são tão bons quanto os das grandes grifes. Isso vale também para produtos  das marcas dos supermercados.

10 – Presente: economize nos presentes, opte pelas famosas lembrancinhas, presenteie seus amigos com um livro ou um DVD, são mais baratos.
 
 
Fonte: Infomoney

terça-feira, 5 de junho de 2012

Hábitos que fazem você perder dinheiro


Alguns maus hábitos podem nos levar a gastar muito dinheiro desnecessariamente. Não que não se deva ter prazeres na vida – e alguns maus hábitos definitivamente são prazerosos. Mas quem não quiser desperdiçar dinheiro pode ter isso em mente para maneirar nos vícios e pequenos prazeres que não fazem de fato tanta diferença. Às vezes, é apenas uma questão de ser mais organizado. Veja a seguir quanto você gasta com maus hábitos que você poderia reduzir e até cortar:
 
Pagar o cartão de crédito atrasado

Entrar no crédito rotativo é certeza de pagar juros altos. Os bancos já anunciaram reduções significativas de juros no rotativo para determinados tipos de clientes. Mas a última pesquisa de juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), datada de abril, mostra que a taxa do rotativo permaneceu, naquele mês, em 10,69% ao mês.

Para uma pessoa que tenha 1.000 reais de dívida no cartão de crédito e deseje quitá-la em 12 meses sem incorrer em novas dívidas, o valor pago apenas em juros será de 821,11 reais. Para isso, considera-se que, a cada mês, o devedor pagará uma parcela ligeiramente superior a um mínimo de 15% do saldo devedor.

Comer "bobagem"

Muita gente gosta de carregar balas e chocolates no bolso ou na bolsa para beliscar no dia a dia. Não há nada de mais em uma pessoa saudável comer uma guloseima de vez em quando, mas quando beliscar se torna algo frequente, o hábito pode pesar na saúde e até no bolso.

Comer apenas uma barrinha de chocolate, daquelas entre 30 e 70 gramas, cinco vezes por semana, leva a um gasto de 260 a 780 reais em um ano. Isso se consideradas as marcas mais baratas, cujas barrinhas custam entre um e três reais. Quem ainda se farta com balas e biscoitos recheados ao longo da semana pode, ao final de um ano, facilmente gastar mais de 1000 reais.

Fumar

Quem decide parar de fumar também passa a economizar. O preço mínimo de um maço de cigarros no Brasil é 3 reais, o que representa um gasto de 1.095 reais ao final de um ano para uma pessoa que fume um maço por dia. Em 10 anos, sem considerar correções monetárias, o gasto seria de mais de 10.000 reais.

Beber muita cerveja
De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv), o brasileiro consome entre 50 e 60 litros de cerveja por ano. Isso representa um gasto anual entre 285 e 342 reais, considerando-se um custo, no varejo, de aproximadamente dois reais para uma latinha de cerveja de 350 mililitros, das marcas mais populares. Considerando-se um preço entre cinco e sete reais para uma garrafa de 600 mL em bares e restaurantes, o custo anual desse consumo ficaria entre 416 e 700 reais.

Mas os amantes da bebida facilmente consomem mais do que isso. Uma pessoa que beba dois litros de cerveja por fim de semana, chega a consumir 104 litros da bebida por ano. Pelos parâmetros acima, o gasto chega a quase 600 reais por ano, no caso das latinhas, ou a 1.200 reais, no caso das garrafas consumidas fora de casa.

Beber muito café

O brasileiro consome cerca de 80 litros de café por ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC). Isso equivale a algo como três xícaras de 75 mL por dia. Uma pessoa que consuma essa quantidade de café, a três reais a xícara, termina o ano com um gasto de 3.200 reais. Sorte de quem tem acesso a café de graça no trabalho.

Beber refrigerante todos os dias

Beber refrigerante com frequência também pode ter um custo alto para a saúde e para o bolso. Imagine uma pessoa que, cinco vezes por semana, passe por uma máquina de refrigerante e compre uma latinha. Ao final de um ano, essa pessoa terá gasto 650 reais, uma vez que cada lata custa 2,50 reais.
 
(Fonte: Exame.com)

terça-feira, 15 de maio de 2012

6 coisas que o gerente do banco não diz aos empreendedores

 Na hora de pedir crédito, os empresários precisam estar preparados para fazer perguntas e analisar a situação financeira da empresa

 Conversar com o gerente do banco na hora do aperto é ação comum para muitos empreendedores. Geralmente, as pequenas empresas precisam de uma grana extra para ajudar a pagar as contas ou ganhar alguns dias de caixa positivo até fechar uma compra ou receber dos clientes. Um pesquisa, feita pela MasterCard, indica que 43% das micro e pequenas empresas preferem o contato direto com o gerente do banco, seja pessoalmente ou por telefone.

Neste relacionamento entre empresa e banco, as coisas precisam ser equilibradas, ou quem perde dinheiro é o empresário. “É preciso cultivar um relacionamento de longo prazo, que é estar em contato com o banco não só na hora que precisa de crédito. A melhor hora é quando a empresa está muito bem, com lucro aumentando. Esse é o momento de bater um papo com o gerente ou chamá-lo para conhecer sua empresa”, ensina Marcelo Nakagawa, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper.

Mesmo com o relacionamento mais próximo e informal, existem informações que o gerente do banco não vai dar aos pequenos empresários. É responsabilidade do empreendedor estar bem preparado para negociar. “Por vezes, o profissional envolvido no mercado financeiro parte do pressuposto de que a outra pessoa também conhece e sabe do que estão falando”, explica Osmar Visibelli, professor da Escola de Negócios da Anhembi Morumbi.

Mais do que informação e relacionamento, mostre-se confiante na hora de buscar uma linha de crédito. “Mostrar segurança e falar olhando no olho é importante”, sugere Dariane Castanheira, professora do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração (ProCED/FIA).

1. “Conheça os números da sua empresa.”

Ter um planejamento financeiro organizado é o primeiro passo para ir ao banco. A parte mais burocrática da gestão costuma ajudar os empreendedores a convencerem as instituições financeiras. Relatórios como o balanço patrimonial, demonstração de resultados e  rentabilidade vão ajudar a ter uma projeção do fluxo de caixa para o futuro. “Os gerentes gostam de ver um plano de negócios para os próximos três ou cinco anos. Isso mostra uma gestão profissional da empresa”, explica Nakagawa.

O fluxo de caixa futuro deve comportar o pagamento das prestações. “Toda tomada de empréstimo representa um comprometimento da receita futura. O planejamento financeiro profundo é mais interessante”, diz Visibelli.

Para os especialistas, conhecer os números evita chegar ao limite do endividamento. “As empresas vão para o banco sem saber o que precisam. Quando sabe que vai faltar dinheiro no caixa, antes de ir ao banco, a gente aconselha a negociar primeiro com o fornecedor. Se ele deixar para última hora, vai chegar com a corda no pescoço e o gerente vai colocar mais juros”, afirma Dariane.

2. “Pesquise as taxas da concorrência.”

Dificilmente, um gerente bancário vai te mandar embora da agência para pesquisar as taxas da concorrência. “Muitas vezes, o pequeno empreendedor pode ser enrolado quando ele teria outras condições mais baratas que o gerente não está interessado em oferecer”, opina Nakagawa.

Antes de correr no banco em que já tem conta, o ideal é procurar informações gerais sobre as linhas de crédito do mercado. “Busque a taxa de juros mais barata. Tem várias linhas do BNDES que precisam ser questionados no banco comercial”, ensina Dariane. O coordenador do Insper sugere o livro “Mercado Financeiro”, de Eduardo Fortuna, como uma fonte fácil de informações.

3. “A taxa de juros não pode mexer na rentabilidade.”

Saber qual taxa de juros sua empresa comporta é também responsabilidade do empreendedor. “Não é errado pagar juros, desde que não prejudique a rentabilidade”, diz Dariane. Segundo ela, a rentabilidade – que é o lucro dividido pelo total investido – precisa ficar acima de 15% para compensar o investimento. “Se o total dos juros reduzir tanto o lucro a ponto de a rentabilidade ficar abaixo dos 7%, não compensa. Hoje, qualquer taxa de juros acima de 2% ao mês eu acho que está alta”, explica.

Visibelli ressalta ainda a ilusão dos últimos rebaixamentos das taxas de juros. “Existe uma taxa mínima que é informada pelo banco, mas sempre o empreendedor vai encontrar uma taxa específica que segue o risco do negócio”, conta.

4. “Faça perguntas.”

Quem vai conversar com o gerente precisa estar cheio de informações e de perguntas. Segundo os especialistas, a conversa deve esclarecer todos os pontos possíveis para não ter surpresas no extrato bancário. “Prepare um conjunto de questões a serem apresentadas antes de fechar, como o volume de dívidas, as condições de pagamento e os prazos”, afirma o professor da Escola de Negócios da Anhembi Morumbi.

5. “Renegocie dívidas antes de pegar outro empréstimo.”

Com as recentes quedas nos juros, esta pode ser uma excelente hora para colocar as contas da empresa em ordem. “Esse é o momento do empreendedor renegociar o empréstimo”, sugere Nakagawa.

Além disso, se a dívida não for com o banco, pode ser ainda mais fácil. “Se o caixa está negativo, tem que renegociar com os fornecedores, analisar se os produtos estão saudáveis e dando retorno, e mexer no estoque, se isso não afetar a operação”, diz Dariane.

6. “Conheça a sua real necessidade.”

Contratar uma linha de capital de giro pode ser pouco vantajoso para uma empresa que precisa de um novo equipamento. “Saiba o que você precisa: se é capital de giro ou investimento. Se vai comprar um bem, tem linhas mais baixas. É mais caro quando é para capital de giro”, explica a professora do ProCED/FIA.

Por isso, antes de assinar contratos, saiba quanto o caixa pode pagar, quanto dinheiro precisa durante o ano, quais meses e qual o valor máximo que pode ser a parcela. “Tem que saber o que quer e que juros pode pagar. O planejamento financeiro é a peça chave para ajudar nessas decisões”, diz Dariane.

Fonte: Exame.com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Banco Central reduz Selic para 9,00%

Autoridade monetária decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária (Copom) continua reduzindo a Selic. Essa foi a sexta reunião consecutiva do Copom que decidiu diminuir a taxa básica de juros. Com o corte, a selic passou de 9,75% ao ano para 9,00%.

A redução foi decidida por unanimidade. A queda aproximou a Selic de seu piso histórico no Brasil, de 8,75%, entre julho de 2009 a abril de 2010

O corte reforça a política de relaxamento monetário que vem sendo adotada pelo Banco Central desde agosto de 2011. Com a redução de 0,75 pontos percentuais, o Comitê manteve a intensidade dos cortes. As quatro primeiras quedas foram de 0,5 ponto percentual. A última chegou a 0,75 ponto percentual (veja infográfico abaixo mostrando a evolução dos juros no governo Dilma).

Segundo o comunicado do Banco Central, emitido após o encontro, "o Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária. Diante disso, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 9,00% a.a., sem viés.”

O boletim Focus dessa semana já indicava que a expectativa do mercado era de que a Selic caísse para 9% - e permanecesse nesse patamar até o final do ano, subindo para 10% em 2013. O Banco Central elabora o boletim Focus com base em consultas feitas a instituições financeiras.

A ata do Copom será divulgada na quinta-feira da semana seguinte. A próxima reunião será realizada nos dias 29 e 30 de maio.




 Fonte: Exame.com



Não sabe o que é SELIC ou que você tem haver com isso? O @blog_edeias separou uma matéria de outro site para facilitar o seu entendimento. Confira abaixo!


http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,entenda-o-que-e-a-selic,76745,0.htm

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caixa reduz juros do crédito para famílias e pequenas empresas

Redução de juros anual do cheque especial chega a 67%.
Presidente da Caixa negou pressão política pela redução das taxas.

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (9) um corte nas taxas de juros para o crédito de famílias e financiamento para micro e pequenas empresas.

A redução de juros anual do cheque especial chega a 67%. Para correntistas com crédito salário, os juros do cheque especial passarão de 8,18% ao mês para 3,50% ao mês. Os outros clientes contarão com taxa máxima de 4,27% ao mês, porém os juros podem chegar a 1,35% ao mês, dependendo do relacionamento do cliente com o banco.

Fonte: Caixa Econômica Federal

Cartão de crédito e crédito pessoal

Quanto às taxas anualizadas relativas a cartão de crédito, a redução foi de 40% no rotativo para todos os clientes que tenham cartões Nacional, Internacional e Golden. segundo a Caixa.

Além dessas medidas, o banco também anunciou o lançamento de um novo cartão de crédito, chamado "cartão Azul", com juros mais baixos. Para os correntistas que recebem salário na Caixa, a taxa será de 2,85% ao mês. Para quem contratar esse cartão, que é nacional, as taxas, de acordo com a Caixa, cairão dos atuais 12,86% ao mês para 2,85% – uma redução de 87% na taxa anual.

O corte também ocorreu no crédito pessoal direto na conta corrente. A taxa passou de 5,40% ao mês para 3,88% ao mês. Para clientes com conta salário, os juros foram reduzidos de 4,65% ao mês para 2,39% ao mês.

Consignado e veículos

No crédito consignado, também houve redução. A taxa passou de 2,82% ao mês para 1,95% ao mês. Para os aposentados que recebem pela Caixa, a taxa passou de 2,14% ao mês para 1,80% ao mês, podendo chegar a 0,84% ao mês.

A redução dos juros também atinge o financiamento de veículos. A taxa mínima foi reduzida de 0,98% ao mês, podendo chegar a 2,25% ao mês, de acordo com o carro, o cliente e o prazo, entre outros fatores.

Não houve corte nas taxas relativas a crédito imobiliário, já que, segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, as praticadas hoje têm margens "muito pequenas". Ele disse, no entanto, há um estudo sendo feito. "No Fundo de Garantia, por exemplo, não é a Caixa que dá o spread, embora esteja-se estudando taxas menores para as faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. Está sendo feito estudo para ver se isso é possível. Está sendo feito um estudo com muito cuidado porque lá as margens são pequenas".


Para empresas

O programa de corte das taxas de juros também atende as linhas de capital de giro para empresas. A taxa passará de 2,72% ao mês para 0,94% ao mês.

“Não tem nada que esteja sendo feito que não tenha sido precificado com cuidado. Na nossa relação com nosso controlador, o Ministério da Fazenda, temos uma meta de lucro para esse ano, que não pode ser menor que o do ano passado, o maior lucro da Caixa no ano passado. Está tudo planejado para isso. Não estamos fazendo ação para a Caixa ter lucro ou prejuízo. Fizemos as contas da maneira mais conservadora possível”, afirmou Hereda.

O banco já havia informado, na última quinta-feira (5), que reduziria suas taxas de juros.

Contra o spread

A Caixa segue a ação do BB, que anunciou, também na semana passada, um pacote de redução de juros das principais linhas de crédito para pessoas físicas e micro e pequenas empresas. Com o programa batizado de "Bom para Todos", o banco estatal pretende elevar em R$ 26,8 bilhões os limites de crédito para micro e pequenas empresas e em R$ 16,3 bilhões os limites para pessoas físicas.
saiba mais


As reduções de juros dos bancos ocorrem após o governo anunciar um pacote de R$ 60 bilhões para estimular a produção da indústria brasileira, na terça-feira (3).

O Governo Federal vem pressionando os bancos para reduzirem o "spread" – a diferença entre o que o banco "paga" para captar recursos e quanto ele cobra para emprestar – e, assim, reduzir as taxas de juros cobradas no país. Com a redução dos juros dos bancos estatais o governo estaria buscando acirrar a concorrência e, assim, forçar os bancos privados a também baixarem as taxas cobradas.

Segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, no entanto, a redução das taxas de juros anunciada nesta segunda não foi uma "decisão política". "Nossa decisão tem amparo em precificações, análise de carteira, de nível de risco, das taxas de inadimplência. Não foi uma decisão política", disse ele.


Fonte: g1.globo.com 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Rede social simula funcionamento da Bolsa de Valores




Tentar a riqueza na Bolsa de Valores é muito tentador – e também arriscado, sobretudo para os leigos na dinâmica de compra e venda de ações. A dificuldade para entender e analisar as tendências do mercado financeiro foi a inspiração para que um grupo de empreendedores brasileiros criasse uma plataforma de conhecimento coletivo sobre a Bolsa.

A Meivox é uma rede social em que os usuários realizam análises diferenciadas sobre seus investimentos na Bolsa de Valores. Com dados reais do desempenho da BM&FBovespa, alimentados diariamente, cada membro da rede pode simular transações de compra e venda de ações. “É uma ferramenta abrangente, que pode facilitar a entrada de pessoas físicas na Bolsa de Valores”, afirma Rodrigo Terni, 24 anos, engenheiro da computação e CEO da Meivox.

A rede começou a ser desenvolvida por Terni e mais quatro sócios em 2010 e foi ar em 2011, em uma versão beta. “Escolhemos 150 usuários com perfis diferentes. São pessoas que já operavam, analistas e usuários leigos, de forma que pudéssemos testar a aderência e possíveis melhorias”, diz Terni.

Diariamente, cada usuário pode comprar ou vender ações fictícias das empresas listadas e analisar as tendências de queda e alta, de acordo com as transações acumuladas no dia. O site também divulga um ranking do desempenho de cada usuário diariamente. O objetivo é que eles se adicionem, como em um perfil do Facebook, e troquem informações sobre o desempenho das ações. O ranking dos usuários ajuda a decidir quem são as pessoas com o conhecimento mais consistente. “Ao formar esse círculo de pessoas em quem confia, o membro da rede determina a qualidade das decisões sobre compra e venda e obtém informações valiosas”, afirma Terni. Essa forma de utilizar a inteligência coletiva para a compra e venda de ações foi denominada “crowdtrading” pelos sócios da Meivox, em referência ao croudsourcing.

A rede disponibiliza vídeos tutoriais e um glossário de termos técnicos para facilitar a vida de quem nunca entrou no mundo das ações. Mas, segundo Terni, o verdadeiro aprendizado vem da relação dos usuários iniciantes com os mais experientes. “Essas referências podem até ajudar a determinar tendências na Bolsa de Valores de verdade. E também servirá como um ótimo local para encontrar novos talentos e fazer contratações.”

Atualmente em versão beta aberta, a Meivox espera fechar 2012 com 30 mil usuários. Inicialmente, os serviços da plataforma são gratuitos. Depois, serão criadas assinaturas com valores entre R$ 25 e R$ 35, com benefícios extras, como informações em tempo real diretamente da BM&FBovespa.


 

Fonte: Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Livros que ajudam os pais a educarem financeiramente seus filhos

Cada vez mais os consumidores passam a entender a importância da educação financeira para evitar dívidas, sem deixar de adquirir todos os tipos de bens, fazer suas viagens e se manter, todos os meses, no azul. Quando o assunto são as crianças, tal disciplina também se mostra importante, já que muitos especialistas concordam que aprender a lidar com o dinheiro deve começar o quanto antes.

Muitas escolas, inclusive, já inseriram em suas grades curriculares a disciplina educação financeira, ensinando os jovens tanto a administrar sua mesada quanto a dar o primeiro passo no mundo dos investimentos. Para qualquer que seja o interessado, há um grande número de cursos e palestras no sentido de ajudar, a quem estiver disposto a aprender, a administrar melhor suas finanças. A própria BM&f Bovespa, a bolsa de valores paulista, oferece gratuitamente eventos que abordam o tema.

Os livros
Os pais, porém, contam ainda com outra opção para ensinar seus filhos a lidarem com o dinheiro: os livros. Muitos educadores financeiros e mesmo os escritores de literatura infantil já lançaram obras que ajudam os pais nessa tarefa. Há livros escritos para serem lidos pelos adultos, com o objetivo de ensiná-los como fazer seus filhos a lidarem com dinheiro.

Há outros, escritos para as próprias crianças, que, por meio de histórias envolventes, mostram a importância de poupar e ensinam o que é dinheiro, esse recurso que traz tanta dor de cabeça aos adultos carentes de uma boa educação financeira.

O educador financeiro, Reinaldo Domingos, autor de livros dessa área, tanto destinados às crianças quanto aos adultos, explica que uma boa obra é aquela que sistematiza o assunto, ou seja, pega o tema complexo e vai detalhando ponto a ponto e ainda mostra como se deve fazer, por exemplo, um planejamento financeiro.

Outra questão importante na educação financeira é que, além de focar em planilhas, números e contas, deve-se tratar do comportamento. É a atitude que você tem em relação ao dinheiro que o tornará um devedor e inadimplente ou alguém que paga todas as contas em dias e ainda tem dinheiro de sobra para investir.

Domingos publicou, para os adultos, o livro Terapia Financeira (Ed. DSOP). Conforme explica o educador, a obra traz uma metodologia comportamental, com o objetivo de ensinar como devem ser os hábitos de todos os membros de uma família. Lembre-se de que, antes de pensar em ensinar os filhos sobre dinheiro, é necessário que os pais tenham uma base de conhecimento e eles próprios administrem suas finanças equilibradamente.

Com uma linguagem apropriada para as crianças, Domingos escreveu, por exemplo, O menino, o dinheiro e os três Cofrinhos (Ed. DSOP). Nessa obra, a criança aprende o conceito de poupança. “São três cofrinhos, o de curto prazo, o de médio prazo e o de longo prazo”, diz Domingos. A ideia é explicar para a criança que ela precisa se esforçar e esperar para conseguir comprar o que ela deseja. Os objetivos maiores, aqueles que custam mais, são representados pelo cofrinho de longo prazo, e significam que ela deverá poupar mais e por mais tempo.

Álvaro Modernell, também educador financeiro que escreveu títulos sobre educação financeira infantil, como O Pé de meia mágico e O poço dos desejos, ambos da Editora Mais Ativo, fez algumas sugestões de obras, tanto para os pais quanto para os filhos.

Para as crianças, Modernell sugere A menina, o cofrinho e a vovó (Ed. Global Editora / Cora Coralina). “O livro faz uma abordagem muito interessante sobre educação financeira”, diz o educador. Ainda recomenda A formiga Emília e a economia (Ed. Nova Alexandria / Mara Luquet). “A obra tenta, basicamente, traduzir o economês para as crianças”, diz Modernell.

Outras sugestões interessantes são: O almanaque maluquinho - pra que dinheiro? (Ed. Globo / Ziraldo) e A bicicleta voadora (Ed. Elementar / Jonas Riberito). Este, explica Modernell, “trata de questões importantes relacionadas aos bens materiais”.

Para os pais, o educador começa recomendando o Berço de ouro (Ed. Qualitymark / Carlos von Sohsten), que fala sobre educação financeira, mas com foco na criança, e Pai rico, pai pobre (Ed. Campos / Robert T. Kiyosaki), que é uma reflexão sobre o tema “dinheiro”. “Mostra ao leitor a relação que é possível desenvolver com o dinheiro”, diz Modernell.

Em Filhos: seu melhor investimento (Ed. Campus / Celina Macedo), o texto trata de conceitos amplos, que envolvem a questão financeira. Aborda, por exemplo, os valores familiares. Segundo Modernell, o interessante do livro é que a autora coloca um caso prático no livro: como ensinou financeiramente seus próprios filhos. Ao final da obra, o leitor ainda tem acesso ao relato dos filhos, que falam qual o impacto dessa educação em suas vidas e como se saíram.

Por fim, vale a pena ler Filhos inteligentes enriquecem sozinhos (Ed. Gente / Gustavo Cerbasi). O foco do livro está mais voltado a ensinar os jovens como lidar com questões financeiras. “Não ensina as pessoas a ficarem ricas, mas, sim, a usarem o dinheiro de maneira consciente”, diz. Ajuda a orientar os pais, no sentido de educarem financeiramente seus filhos.


Fonte: Infomoney

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

10 regras "de ouro" para quem pretende começar a investir em 2012

Você foi para a praia, encarou as filas, congestionamentos, pulou as 7 ondas, fez todos os rituais e jurou que vai começar a investir melhor em 2012? Aqui vão algumas regras que todos os investidores deveriam seguir.

1) Defina a estratégia de aplicação: essa não é a regra número 1 por acaso. Jamais coloque seu dinheiro em qualquer aplicação que seja sem antes traçar uma estratégia: o quanto vai colocar por período? Mensal, semanal? Será uma aplicação única? Como vai ser?

2) Defina seu padrão de risco: aceita "passar nervoso"? Tem estômago para a renda variável? Conhece ou já ouviu falar sobre o mercado imobiliário?

3) Essa regra aqui muitos esquecem: defina o tempo da operação, por quanto tempo o dinheiro poderá ficar parado? É tão ou mais importante que a regra dos aportes. A partir de 2012 o Tesouro Direto vai aceitar aplicações a partir de R$ 30,00. Quanto maior o tempo, menor o imposto de renda cobrado em aplicações financeiras de renda fixa.

4) Procure aplicações que aceitem o seu aporte:
aplicações mais rentáveis requerem aportes maiores. Procure conhecer e catalogar aplicações. Quando conseguir juntar um bom dinheiro, sempre procure "subir o nível" de suas aplicações.

5) Tenha a mente aberta. Saber o que significa Tesouro Direto, Fundo Imobiliário, LCI, CDB... Pesquisar novas aplicações, saber ler o cardápio do banco. O mundo das aplicações é muito maior do que poupança e PGBL.

6) Definir estratégia de saída. Pra que é a aplicação? Trocar de carro, estudo, viagem, aposentadoria? O que eu vou fazer com o dinheiro?

7) Saiba todas as regras, de preferência ANTES de aplicar!
Taxas de performance, impostos, iof, multas..

8) Procurar instituições sérias para aplicar o seu dinheiro. Pesquise na Comissão de Valores Imobiliários, Banco Central, fóruns.. Cuidado com as aplicações "milagrosas".

9) Desconfie do lucro fácil e abundante
. Todo cuidado é pouco quando se está iniciando.

10) Quem começa cedo, tem o tempo a seu favor.


Fonte: Administradores.com.br

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vai usar o cartão nas compras de fim de ano? Veja dicas para o uso consciente


Os últimos dias do ano, geralmente, são dedicados aos preparativos das festas e às compras natalinas, muitas delas, aliás, pagas com cartão.

Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito de Serviços), nesta época do ano, o volume financeiro transacionado com cartões chega a ser 40% maior. Para se ter uma ideia, somente em dezembro do ano passado, este valor chegou a R$ 35,4 bilhões, ante R$ 25,3 bilhões na média dos demais meses.

Uso consciente

Por conta disso, e para evitar que o uso do cartão comprometa a saúde do bolso, a Associação preparou algumas dicas para que o plástico seja utilizado de forma consciente.

1 – Planeje suas compras. Planejamento é essencial. Assim, faça uma lista de que quem deseja presentear e calcule o quanto pretende gastar, de acordo com o seu orçamento;

2 – Preste atenção ao limite de crédito. As compras parceladas anteriormente reduzem o valor total do limite até serem quitadas, lembrando que o limite não é uma extensão da renda;

3 – Guarde os comprovantes. A medida é importante para que a pessoa não leve sustos futuros e contribui para um controle melhor dos gastos;

4 – Redobre a atenção na internet. Ao comprar pela web tenha certeza de que se trata de uma conexão segura. Além disso, cuidado com e-mails falsos que pedem para preencher cadastros ou apresentam promoções suspeitas;

5 – Perdeu ou roubaram o seu cartão? Ligue imediatamente para a central de atendimento da administradora e bloqueie;

6 – Fique de olho nas promoções. Informe-se sobre promoções, bônus e prêmios ao utilizar o cartão e avalie se valem a pena;

7 – Antes de comprar, lembre-se das despesas futuras. Na hora de parcelar, sempre pergunte se a compra vai ter juros, e lembre-se de considerar as despesas futuras, como os gastos típicos de janeiro (IPVA, IPTU, material escolar, entre outros);

8 – Pague a fatura em dia. Esforce-se para pagar o valor integral da fatura do cartão, pois, caso isso não seja possível, no mês seguinte, tem que pagar o resto mais os juros;

9 - Por fim, lembre-se: nunca empreste o seu cartão.



Fonte: InfoMoney

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Classe C vai usar 13º para quitar dívidas, mostra pesquisa

A maior parte dos trabalhadores pertencentes à classe C --conhecida como a nova classe média-- irá utilizar o 13º salário para pagar dívidas. É o que aponta uma pesquisa do instituto Data Popular, que aponta ainda que R$ 64,1 bilhões referentes ao pagamento do abono de Natal será destinado a famílias dessa faixa da população.

Segundo o estudo, 53,9% dos brasileiros pertencentes à classe C, e que irão receber o abono, irão usar o dinheiro extra para quitar dívidas. No total, R4 34,6 bilhões deverão ser usados para essa finalidade por esses trabalhadores.


Cerca de 4,4% deles já gastaram o dinheiro (R$ 2,8 bilhões) com a antecipação recebida durante o ano.

A pesquisa aponta ainda que a classe C deverá colocar R$ 10,7 bilhões na poupança (16,6% do total). Além disso, um entre quatro trabalhadores da nova classe média (25,1%) pretende usar o dinheiro nas compras de fim de ano e em viagens.

O instituto calcula que R$ 6 em cada R$ 10 pagos em 13º salário neste ano estarão nas mãos de brasileiros pertencentes à nova classe média. Já a população de baixa renda receberá R$ 8,5 bilhões de 13º.

"Quanto menor a renda maior será a parcela de 13º salário destinada ao pagamento de dívidas", informa o estudo. Por outro lado, quanto maior for o salário do trabalhador, maior será a propensão em poupar o abono de Natal.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As compras de Natal e as festas de fim de ano.

Vermelho, verde, dourado... Já é possível perceber as mudanças e o movimento das cores nas lojas! Todas muito bem acompanhadas de guirlandas, presépios e o simpático Papai Noel. O bom velhinho já sorri e acena para nós em muitas vitrines, centros de lazer e shopping centers. O Natal está próximo, você já se deu conta disso? Pois é!

Com a sua proximidade, está na hora de falarmos um pouco sobre educação financeira e as compras do final de ano. É importante alertar e relembrar pontos importantes que merecem atenção nessa época. Abaixo listo algumas observações relevantes para que possamos planejar bem e não correr o risco de começar 2012 com dívidas:

    Presentes de Natal
: como (ainda) temos tempo, é possível planejar a compra dos presentes. Comece fazendo uma lista das pessoas que deseja presentear, seus limites financeiros e as opções de compra. Com tranqüilidade já é possível fazer uma pesquisa de preços e melhores ofertas;
    Atenção às ciladas: evite a contabilidade mental, as compras de última hora e o habitual costume de comprar por impulso;
    Cuide bem de seu 13º salário: avalie qual a melhor alternativa para ele. Talvez saldar algumas dívidas seja o presente que você esteja merecendo; talvez usar parte do dinheiro extra para investir nas suas merecidas férias do ano que vem também. Seja mais inteligente, mas principalmente coerente com sua realidade financeira;
    O ano de 2012 chegará logo: cuidado na hora de parcelar as compras nos últimos meses do ano. Lembre-se dos compromissos no início de 2012: IPVA, IPTU, matrícula e material escolar;
    Sonhos em comum: aproveite para envolver toda a família no planejamento. Falem sobre sonhos e juntos planejem uma ocasião onde todos possam colaborar e desfrutar. Pode ser aquela viagem, a TV nova ou quem sabe mudar de casa. Mas é preciso que essa decisão seja confrontada com seu padrão de vida e necessidades financeiras;
    Avalie seu ano: faça uma reflexão de como esteve sua saúde financeira em 2011. Pense em quantas vezes usou o cheque especial, em quantas coisas comprou sem necessidade, em quanto conseguiu poupar, em quanto investiu e o que deseja mudar em seu comportamento financeiro. A partir das suas conclusões, trace metas consistentes, aprimore hábitos positivos e evite os mesmo erros;
    Os presentes das crianças: como falei no ano passado, os presentes de Natal também podem e devem ser negociados com as crianças. Uma alternativa, principalmente para crianças maiores de seis anos, é a lista de desejos, onde elas escrevem o que querem ganhar. Com essa lista, e o bom senso dos pais, é possível escolher as melhores alternativas.

Final de ano é um momento especial para estarmos ao lado de quem amamos e para celebrar a Vida! Comportamento econômico saudável traz tranqüilidade durante os outros dias do ano. Cuide do seu dinheiro com atenção e discernimento. A felicidade está nas mãos de cada um de nós!

Para desejar um feliz ano empresto o verso de Carlos Drummond de Andrade: "Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre".

Você já planejou suas compras?


Fonte: Dinheirama

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Investir para bancar os seus sonhos

Comprar um carro, investir na casa própria, mobiliar o imóvel novo, casar, sair em lua-de-mel, estudar no exterior, fazer uma cirurgia plástica, poupar para a aposentadoria... são muitos os objetivos que os jovens em início de carreira traçam para os primeiros anos de sua vida ativa. O desafio é: como equilibrar as contas e os investimentos para atingir todos eles? E como, no futuro, pagar por tudo isso ao mesmo tempo? Veja, a seguir, dicas de especialistas sobre como separar e administrar os trocados que vão bancar cada um desses sonhos.

1º passo: Definir quanto poupar todo mês

Alexandra Almawi, economista da Lerosa Investimentos, recomenda que o total poupando mensalmente, incluindo-se aí todos os objetivos, fique entre 10% e 20% da renda. Para ela, o mais importante não é poupar muito, mas poupar sempre. O importante é que a pessoa não sinta o baque, e que o primeiro montante a sair da conta seja a poupança. Fazer isso é mais fácil se o jovem ainda morar com os pais. “A pessoa não pode se privar de seus prazeres. Não adianta depositar 40% do salário num mês e no outro não depositar nada”, reforça.

2º passo: Separar a poupança em grupos

Definido o percentual mensal, é hora de dividi-lo em objetivos de longo prazo (como aposentadoria) e objetivos de curto prazo (como casar, comprar um imóvel, mobiliar a casa nova, pagar um curso no exterior ou comprar um carro em até dez anos). Para Alexandra, o percentual destinado à aposentadoria pode ser de, no mínimo, algo entre 5% e 10% do que foi poupado. “O importante é separar primeiro o dinheiro da aposentadoria e só depois pensar nos recursos para as aquisições de curto prazo”, diz o economista e especialista em finanças Beto Veiga.

Grupo do curto prazo: prefira a renda fixa

Todos os objetivos de curto e médio prazo, como comprar um carro, um imóvel ou economizar para a festa de casamento, devem ter seus recursos destinados a aplicações de renda fixa de baixo risco e alta liquidez, como títulos públicos e fundos de renda fixa sem crédito privado. Os primeiros contam com a vantagem de poder ser operados diretamente, via Tesouro Direto, a taxas bem mais em conta que os fundos de investimento.

Segundo Alexandra Almawi, da Lerosa, não é preciso ter uma conta ou aplicação diferente para cada objetivo de curto e médio prazo. Só é importante separar essa poupança do que é para a aposentadoria, e mexer apenas na primeira, mesmo em caso de imprevistos. Para momentos como o atual, com ameaça de inflação num horizonte próximo, as NTN-Bs, títulos públicos atrelados ao IPCA, são boas pedidas. “Quando a inflação está controlada, porém, os títulos pré-fixados e as LFTs são os mais indicados para esse tipo de poupança”, diz Alexandra.

Para Beto Veiga, é bom também separar os horizontes de tempo. Se a ideia é comprar um carro ou uma casa daqui a cinco anos, as NTN-B Principal são a melhor opção. Além de proteger os recursos contra a inflação, elas não devolvem um cupom de tempos em tempos, guardando todo o rendimento para a época de vencimento. O ideal é que a data de resgate do título se dê entre seis meses e um ano antes da época de atingir o objetivo, e que nesse período final, os recursos sejam transferidos para a caderneta de poupança.

Já se a intenção é viajar ou fazer um intercâmbio dentro de um ano, investir diretamente em CDBs é o mais adequado, diz o economista. “Dê preferência aos papéis que paguem, no mínimo, 100% do CDI, encontrados em bancos médios e pequenos. Em cada instituição, o depósito será garantido pelo governo em até 70.000 reais. Essa é a melhor opção enquanto a Selic estiver acima de 9%, 10%. Abaixo disso, a caderneta de poupança é mais interessante”, explica Veiga. O especialista aconselha ainda a manter distância de títulos de capitalização e consórcios, caracterizados mais como jogos que como investimentos.

Fuja dos financiamentos pouco inteligentes
Financiamentos não são proibidos, mas devem ser usados com parcimônia. Pague à vista sempre que receber descontos e evite se endividar para pagar objetivos adiáveis, como a festa de casamento ou a viagem da lua-de-mel. Os financiamentos “permitidos” são aqueles do imóvel e do carro. “Opte pelo financiamento de prazo mais longo disponível, para que as parcelas sejam as menores possíveis”, aconselha Alexandra Almawi. Assim, o mutuário pode quitar a dívida antes, caso passe a receber mais; mas se tiver algum imprevisto profissional, não terá tanta dificuldade de honrar o compromisso.

Especificamente sobre festas de casamento, Alexandra lembra ainda de um detalhe importante: quem fecha em 2011 uma festa para 2013, pagará os valores referentes à tabela de 2011, necessariamente menores que os da tabela de 2012, já com os reajustes. Geralmente esse tipo de festa também dá bons descontos para quem paga à vista. Mas é preciso prestar atenção em quem são os fornecedores. Em alguns casos, como fotografia e filmagem, é melhor fechar o preço atual, porém pagando uma parte na hora de assinar o contrato e a outra apenas depois do serviço já prestado.

Grupo da aposentadoria: arrojada ou conservadora

Para a poupança de longo prazo, como a aposentadoria, Alexandra Almawi indica um perfil mais agressivo, com um percentual em ações. Dependendo do perfil do investidor, pode ser de até 100% em ações, mas ela considera uma boa ideia usar uma regra já bastante difundida nos Estados Unidos, mas ainda pouco comum por aqui: subtraindo-se a idade do poupador de 100, a diferença será o percentual que pode ser aplicado em renda variável. Assim, para uma pessoa de 25 anos, 75% do valor poupado pode ser destinado à renda variável, reduzindo-se esse percentual com o passar dos anos.

Quem quiser investir diretamente em ações, deve escolher entre 10 e 15 empresas que tenham boa estabilidade financeira e que certamente ainda estarão sólidas na época da aposentadoria. É bom ter algumas blue chips, para garantir a liquidez, e mesclar também boas pagadoras de dividendos, a fim de proteger um pouco a carteira em momentos de crise.

“Os dividendos podem, inclusive, se tornar uma fonte de renda na aposentadoria”, lembra a economista. Para quem não tem tempo de acompanhar o mercado de perto, Alexandra aconselha optar por um fundo de ações ativo – que busque bater o Ibovespa, e não simplesmente acompanhá-lo – ou então permanecer na renda fixa. Para quem prefere uma poupança mais conservadora, o economista Beto Veiga sugere algo como 10% em renda variável e 90% em NTN-B Principal via Tesouro Direto.

Em relação aos fundos de previdência abertos – aqueles comercializados por bancos e seguradoras – ambos os especialistas têm ressalvas. Diferentemente dos vantajosos fundos de pensão, oferecidos por empresas, esses produtos podem ser muito caros. “Se você achar um plano de previdência sem taxa de carregamento e com taxa de administração de 1% ao ano, tudo bem. Mas você não vai achar”, diz Beto Veiga. Para Alexandra Almawi, essas aplicações são, além disso, muito engessadas. “Elas levam em conta tábuas biométricas e médias de expectativa de vida, que não necessariamente será a mesma do poupador”, explica.



Fonte: Exame.com

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Imóveis: o que considerar na hora de reformar a casa

Na hora de reformar a casa, o proprietario deve tomar alguns cuidados antes sair comprando material avulso nos grandes varejistas. É preciso deixar claro o motivo da reforma - se é para reaparos, acabamentos ou somente estética - e, se a ideia é um pouco de cada, identifique o foco principal.

Muitas pessoas optam por reformar a casa perto do final do ano, para deixá-la mais bonita para as festas de Natal e Ano Novo, mas esta não é a melhor época para fazer reformas.

Segundo Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, o melhor momento para fazer reformas é o inicio do ano. “Nessa época os grandes varejistas estão com preços mais baixos em virtude da virada do ano e também pela situação do mercado em geral, que tende a registrar queda no número de vendas neste período e, por isso, oferecem grandes promoções para atrair o público,” explica.

Faça uma lista
De acordo com Gonçalves, é importante fazer uma lista de tudo que você precisa comprar, mas nunca faça essa lista sozinho.  "É sempre bom contar com a ajuda do profissional que você contratou ou irá contratar para fazer a reforma", explica Gonçalves. “Esse profissional pode dar dicas de materiais que podem gerar economia e melhor qualidade na reforma”, completa.

Compras
Na hora da compra, prefira lojas mais próximas da sua residência, pois com isso você economiza tempo e o valor do frete, além contar com menor prazo na entrega.

Procure comprar tudo em um único lugar. "Às vezes, mesmo pagando mais caro em um produto ou outro, você acaba economizando por pagar uma única taxa de entrega", finaliza Gonçalves.


Fonte: Infomoney

domingo, 2 de outubro de 2011

Burocracia tributária leva R$ 20 bi de empresas

Levantamento da Fiesp mostra que o custo equivale ao que a indústria de transformação desembolsa por ano e supera em 58% o investimento em pesquisa e desenvolvimento.


A cada hora, cinco novas regras tributárias chegam à contabilidade das empresas brasileiras. Para colocá-las em prática, um batalhão de profissionais é acionado, softwares são alterados e planilhas refeitas. No fim do dia, a maratona para ficar em ordem com o Fisco já corroeu 1,16% do faturamento da empresa no período. Em um ano, a conta fica salgada. Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que as empresas gastam R$ 19,7 bilhões só com a burocracia do sistema tributário.

O custo equivale ao que a indústria de transformação desembolsa por ano com a folha de pagamento e supera em 58% o investimento em pesquisa e desenvolvimento, revela o estudo. Intitulado Carga Extra da Indústria Brasileira, o trabalho mostra o quão pesado é o gasto da indústria para preparar o pagamento de um tributo e honrar outros compromissos com a União, Estados e municípios.

"Custa caro manter o complexo sistema tributário brasileiro. Não bastasse a elevada carga de impostos e contribuições, que na indústria chega a 40,3% dos preços dos produtos, as companhias também têm de arcar com essa despesa adicional", afirma o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, coordenador do estudo. Segundo ele, até chegar ao consumidor final, considerando a cumulatividade da cadeia produtiva, os gastos com o sistema podem chegar a 2,6% do preço dos produtos industriais.

O maior custo das empresas é com pessoal. De acordo com o estudo, são dez funcionários para realizar cada atividade, como folha de pagamento, escrituração fiscal e contabilidade. "Na minha empresa, há um batalhão de pessoas trabalhando pra valer nessas áreas", afirma o diretor Saulo Pucci Bueno, membro do conselho de administração do Grupo Amazonas, que produz solados e saltos de borracha. Ele conta que só na contabilidade são 15 pessoas, que gastam quase 30% do tempo de trabalho preenchendo papéis.

Além disso, como o sistema tributário é complexo e suas regras mudam diariamente, a empresa mantém outros seis funcionários para auditar o trabalho feito pela contabilidade. Apesar de a maioria das atividades serem eletrônicas, Bueno diz que ainda há muita coisa em papel. "Exemplo disso é que mantemos um prédio só para o arquivo morto e dois funcionários para organizar toda papelada. E eles trabalham bastante." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dicas de finanças para jovens

Sou jovem e tenho a vida inteira pela frente! Quem de nós nunca se deparou falando ou ouvindo esta afirmação?

Pois é, ser jovem é uma das melhores coisas do mundo, esbanjamos energia, disposição e sempre achamos que estamos deixando de viver algo no presente. Até aí tudo bem, não podemos ser condenados pela beleza que a juventude nos proporciona, mas também não podemos deixar de pensar no futuro.

Entender como funciona suas finanças e aprender gerenciá-la não é uma obrigação, é uma necessidade, assim como investir na sua própria educação e carreira.

Pensando nisso, e tentando ajudá-lo nesta tarefa o @blog_edeias separou seis dicas para você.

1)    Seja auto-controlado! Evite prestações longas, não se comprometa se você não tem dinheiro, sempre que possível prefira pagar à vista (exceto quando não houver distinção no preço parcelado e à vista). E se o auto-controle é seu inimigo, não tenha jamais cartão de crédito;

2)    Ouça com atenção todos os conselhos que lhe derem, mas aprenda a filtrá-los! Assuma o controle financeiro da sua vida, pois muitos querem ajudar, mas em grande parte das vezes não entendem nada de finanças. Leia livros, vá a palestras, fale com profissionais especializados;

3)    Identifique para onde o seu dinheiro vai! Faça um planejamento financeiro, uma simples planilha que você encontra pela internet já ajuda e muito. Elimine despesas e gastos supérfluos. Viva sem luxo, pois quando ele aparecer, estará no lucro, pois é triste viver por uma fase no luxo, e de repente, está falido;

4)     Faça um fundo de emergência! Uma frase muito conhecida no mundo financeiro é esta: “Pague você primeiro”! Isto é, separe uma porcentagem de seus ganhos. Só não faça como seus avôs e deixe tudo debaixo do colchão. Pois, com o tempo a inflação consumirá seu dinheiro. Aplique numa poupança, fundos de investimento, ações, etc.

5)    Pense na sua aposentadoria para ontem! Hoje somos jovens, mas a velhice chega a um piscar de olhos. Se você não tiver consciência disto agora, poderá chegar à terceira idade tendo que depender do governo. Inicie um fundo para sua aposentadoria. Quanto antes você começar, melhor!

6)    Entenda de impostos! Pesquise e aprenda tudo sobre os impostos vigentes na nação. Procure contadores, advogados, profissionais da área financeira, que tenham entendimento de como economizar pagando menos imposto. Se você é dono de empresa ou colaborador, saiba que há sempre uma forma legal de pagar menos impostos, sem sonegá-lo, claro! Estes segredos precisam ser buscados, descobertos, estão aí, mas nem todos veem, portanto, corra atrás!

O que queremos que você entenda é que não precisa ser especialista em finanças para começar a gerenciar seu dinheiro. Há adolescentes e jovens que começam cedo a lidar e trabalhar o seu dinheiro, e consequentemente alcançam um sucesso (financeiro) na vida. Então, comece hoje. Aprender a controlar suas finanças não é tão difícil assim.

@blog_edeias

domingo, 18 de setembro de 2011

Após alta do IPI, cliente já encontra carro importado mais caro

Na tentativa de inibir a demanda neste final de semana por conta da perspectiva de aumento do IPI para carros importados, anunciado na quinta-feira (15) pelo governo, descontos que eram praticados até três dias atrás desapareceram.

O novo Veloster, da Hyundai, que acaba de chegar ao mercado nacional, já está cerca de R$ 2.000 mais caro do que o preço praticado na pré-venda. O modelo top agora sai por R$ 77,9 mil.

As vendas nas concessionárias Hyundai nesta sexta e ontem foram 70% maiores que o normal, segundo um vendedor que não quis se identificar.

O médico Carlos Gun, que já tinha dado sinal para garantir o seu Veloster na pré-venda, correu para uma loja para concluir a compra antes do aumento do IPI.

"Se tiver que pagar mais 28% de imposto eu desisto da compra", disse.

Da popular chinesa Chery à alemã de luxo BMW, o clima no sábado era de pouca euforia com a repentina alta nas vendas e muita apreensão com relação ao futuro.

"O que eu costumo vender normalmente em uma semana devo vender neste final de semana", disse Robson Costa, gerente da Chery Pequim na Freguesia do Ó. Costa esperava vender de 20 a 30 carros neste final de semana, contra uma média de 6 a 8.

"Nós [importados] temos uma participação muito pequena. Se o pátio das nacionais está cheio, é por conta dos preços que eles praticam", afirmou Costa, que teme uma retração nas vendas a partir de segunda-feira.

Na BMW Osten, a expectativa era de aumento de vendas de 10% a 15% entre sexta e sábado, com tabela cheia. Até a última quinta-feira, a concessionária estava praticando descontos de 1% a 2% para estimular a demanda.

O aumento do IPI, de até 30 pontos porcentuais, atinge carros importados por empresas sem fábricas no país. Para não pagar imposto, é preciso que pelo menos 65% da produção da montadora tenha origem no Brasil, Mercosul ou México.


Fonte: www.folhaonline.com.br