Para fugir do tradicional, alguns empreendedores escolheram fazer seus negócios móveis, seja sobre rodas ou mudando de endereço com frequência. Os desafios na gestão deste tipo de negócio são diversos, como a contratação de funcionários dispostos a passar dias fora de casa, a preferência variada da clientela em cada região do país, o tempo reduzido para conquistar a confiança do consumidor e a tributação.
O professor de empreendedorismo e inovação da Business School São Paulo (BSP), Evandro Paes dos Reis, faz algumas ressalvas para quem pensa em abrir um negócio deste tipo. “A mobilidade não significa em si um diferencial ou uma inovação porque o Brasil é irregular, econômica e socialmente”, comenta.
Ele explica que a conveniência não deve ser o principal atrativo do seu negócio, apenas um fator para levar o diferencial aos clientes.
Por isso, um negócio que pretende atuar pela mobilidade deve ser bem analisado. Embora o investimento pareça ser menor em relação aos custos de uma loja fixa, as despesas da mobilidade, como combustível e pedágio, por exemplo, devem ser bem calculadas. Confira exemplos de negócios com o pé na estrada.
LOOL: a loja que não para
O professor de empreendedorismo e inovação da Business School São Paulo (BSP), Evandro Paes dos Reis, faz algumas ressalvas para quem pensa em abrir um negócio deste tipo. “A mobilidade não significa em si um diferencial ou uma inovação porque o Brasil é irregular, econômica e socialmente”, comenta.
Ele explica que a conveniência não deve ser o principal atrativo do seu negócio, apenas um fator para levar o diferencial aos clientes.
Por isso, um negócio que pretende atuar pela mobilidade deve ser bem analisado. Embora o investimento pareça ser menor em relação aos custos de uma loja fixa, as despesas da mobilidade, como combustível e pedágio, por exemplo, devem ser bem calculadas. Confira exemplos de negócios com o pé na estrada.
LOOL: a loja que não para
Exclusividade e inovação são os dois principais conceitos que deram vida à LOOL The Non Stop Store, criada por Luiza Setúbal. Como o próprio nome justifica, a “loja que não para” nasceu da proposta de vender acessórios exclusivos de designers nacionais e internacionais no formato de negócio itinerante. Assim, em 2009, foi inaugurado o trailer no bairro dos Jardins, em São Paulo, por cerca de um mês para depois seguir ao próximo destino.
O diferencial da mobilidade, segundo a proprietária, é de promover a exposição da marca em locais diferenciados, conquistando clientes potenciais. “Com isso podemos diversificar o público alvo de acordo com os pontos escolhidos, controlando o posicionamento da marca”, diz.
Gerenciar um comércio itinerante tem como desafio o menor tempo de contato com o cliente em relação a uma loja fixa. Outra diferença no formato itinerante é o investimento que, de acordo com Luiza, chega a ser 50% maior em relação a uma loja fixa.
A marca tem uma endereço permanente, no shopping Iguatemi, em São Paulo, e deve inaugurar mais um, no JK Iguatemi, em 2012. A loja móvel está, atualmente, no shopping Marketing Place, na capital paulista.
Petshop Móvel: banho e tosa perto dos clientes
A Petshop Móvel presta serviços aos animais de estimação perto da casa dos donos. Para Renato Nascimento, sócio da empresa, apostar em um negócio itinerante parece mais barato, sem o aluguel, e menos arriscado.
Para o cliente, o negócio virou sinônimo de conveniência e segurança na hora de entregar seus bichanos aos cuidados de terceiros. Os animais também têm o estresse reduzido sem o leva-e-traz de um petshop convencional.
A marca nasceu na capital paulista e atua com três unidades nos estados de São Paulo e Pará. Como franquia, a rede mantém as opções de negócio somente no formato móvel e prevê a criação de 25 unidades em 2012. “Estamos com uma demanda muito forte na franquia e iremos começar a expandir porque já temos o modelo formatado e testado”, comenta Nascimento.
Physicus: avaliação itinerante pela saúde
É no interior do Physibus que uma equipe composta por um avaliador físico e um responsável pelo cadastro de pacientes atende até 12 pessoas por dia. O ônibus articulado foi adaptado para levar uma clínica de avaliação física a qualquer ponto do país. O projeto, que começou em fevereiro de 2010, é uma nova área de atuação da fabricante de equipamentos e acessórios esportivos Physicus, com sede no município de Auriflama, a 600 quilômetros de São Paulo.
“O primeiro desafio foi criar este ônibus que é o único no mundo e, por isso, começou do nada, não foi baseado em um projeto anterior”, conta o coordenador do projeto, Luciano Bueno.
A clínica presta atendimento aos funcionários de empresas, frequentadores de clubes e de centros esportivos e à comunidade de bairros ou cidades através das prefeituras. O tempo de parada depende do pedido pelo contratante, de um dia a meses. Além da sala de atendimento, o Physibus possui loja, dormitório para duas pessoas, banheiros e área de alimentação.
Fonte: Exame.com
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