terça-feira, 24 de abril de 2012

Networking


As empresas na região Seridó em sua grande maioria são caracterizadas como comerciais e dentro destas comumente escutamos falar no bom e velho QI. Vejam bem! Esse QI não é fazendo referência ao índice que mede a inteleigência das pessoas e sim a expressão “QUEM INDIQUE” que corriqueiramente é utilizada pelas pessoas para fazerem menção às facilidades de uns e dificuldades de outros em conseguir indicações para ocupar vagas de trabalho. E é aqui onde os empresários devem redobrar a atenção!
O QI praticado como geralmente é  na maior parte das vezes tende a ser nocivo as nossas empresas, pois o lado profissional é deixado de lado e entra em campo o apadrinhamento, que funciona geralmente assim: B é amigo de C, que é empresário, B tem um filho, sobrinho ou conhecido, e pede a C um emprego para um destes que não possui experiência nenhuma e que muitas vezes deixou a educação de lado, o apadrinhado por B acaba não desenvolvendo as características necessárias para a o cargo e então a confusão está formada.
Por outro lado quando o “QUEM INDIQUE” é praticado saudavelmente e profissionalmente este se transforma em NETWORKING, que em linhas gerais consiste no processo de conhecer e ser conhecido por pessoas que podem ajudar outras no desenvolvimento de sua carreira, estas pessoas podem ser colegas de faculdade ou trabalho, conhecidos da vida social e etc.
Agora vão algumas dicas importantes e que devem ser observadas para quem pratica o NETWORKING, seja você que está à procura de uma oportunidade, você que está feliz com seu emprego atual, mas almeja novos desafios, você empresário que ficou com uma lacuna a ser preenchida na sua empresa ou você que está a procura de alguém que possa lhe auxiliar nos seus negócios:



 A primeira impressão - como já dizia um velho ditado, a primeira impressão é sempre a que fica, por isto cuide bem dela, não importa se é por telefone ou pessoalmente, esteja preparado;

 Não seja direto ao pedir um emprego ou oferecer - fazer NETWORKING não é está em meio a uma feira de empregos, e sim uma ocasião para colher informações úteis;

 Dê para poder receber - NETWORKING é uma via de mão dupla. Nada é de graça e tudo tem seu preço;

 Seja bom aluno, faça sua lição de casa - estude seus contatos antes de conhecê-los e sempre siga as boas indicações ou as passe adiante;

 Pense e aja lateralmente - busque expandir sua rede de contatos além da sua zona de conforto ou esfera habitual de atividades;

 Paciência é uma virtude e característica dos nobres – iniciar no jogo do NETWORKING é um meio de resultados a longo prazo, não espere e nem queira obter grandes retornos imediatamente logo nos primeiros contatos.

O NETWORKING também está presente na internet e lá a cada dia vem ganhando proporções maiores por meio das redes sociais.

Assim, o NETWORKING é algo de ganho bilateral, mas muito cuidado como você o vai praticar. Comece já!


Fonte: Dos autores deste blog / Artigo publicado na Revista Seridó S/A Edição Abril/2012.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Banco Central reduz Selic para 9,00%

Autoridade monetária decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária (Copom) continua reduzindo a Selic. Essa foi a sexta reunião consecutiva do Copom que decidiu diminuir a taxa básica de juros. Com o corte, a selic passou de 9,75% ao ano para 9,00%.

A redução foi decidida por unanimidade. A queda aproximou a Selic de seu piso histórico no Brasil, de 8,75%, entre julho de 2009 a abril de 2010

O corte reforça a política de relaxamento monetário que vem sendo adotada pelo Banco Central desde agosto de 2011. Com a redução de 0,75 pontos percentuais, o Comitê manteve a intensidade dos cortes. As quatro primeiras quedas foram de 0,5 ponto percentual. A última chegou a 0,75 ponto percentual (veja infográfico abaixo mostrando a evolução dos juros no governo Dilma).

Segundo o comunicado do Banco Central, emitido após o encontro, "o Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária. Diante disso, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 9,00% a.a., sem viés.”

O boletim Focus dessa semana já indicava que a expectativa do mercado era de que a Selic caísse para 9% - e permanecesse nesse patamar até o final do ano, subindo para 10% em 2013. O Banco Central elabora o boletim Focus com base em consultas feitas a instituições financeiras.

A ata do Copom será divulgada na quinta-feira da semana seguinte. A próxima reunião será realizada nos dias 29 e 30 de maio.




 Fonte: Exame.com



Não sabe o que é SELIC ou que você tem haver com isso? O @blog_edeias separou uma matéria de outro site para facilitar o seu entendimento. Confira abaixo!


http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,entenda-o-que-e-a-selic,76745,0.htm

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caixa reduz juros do crédito para famílias e pequenas empresas

Redução de juros anual do cheque especial chega a 67%.
Presidente da Caixa negou pressão política pela redução das taxas.

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (9) um corte nas taxas de juros para o crédito de famílias e financiamento para micro e pequenas empresas.

A redução de juros anual do cheque especial chega a 67%. Para correntistas com crédito salário, os juros do cheque especial passarão de 8,18% ao mês para 3,50% ao mês. Os outros clientes contarão com taxa máxima de 4,27% ao mês, porém os juros podem chegar a 1,35% ao mês, dependendo do relacionamento do cliente com o banco.

Fonte: Caixa Econômica Federal

Cartão de crédito e crédito pessoal

Quanto às taxas anualizadas relativas a cartão de crédito, a redução foi de 40% no rotativo para todos os clientes que tenham cartões Nacional, Internacional e Golden. segundo a Caixa.

Além dessas medidas, o banco também anunciou o lançamento de um novo cartão de crédito, chamado "cartão Azul", com juros mais baixos. Para os correntistas que recebem salário na Caixa, a taxa será de 2,85% ao mês. Para quem contratar esse cartão, que é nacional, as taxas, de acordo com a Caixa, cairão dos atuais 12,86% ao mês para 2,85% – uma redução de 87% na taxa anual.

O corte também ocorreu no crédito pessoal direto na conta corrente. A taxa passou de 5,40% ao mês para 3,88% ao mês. Para clientes com conta salário, os juros foram reduzidos de 4,65% ao mês para 2,39% ao mês.

Consignado e veículos

No crédito consignado, também houve redução. A taxa passou de 2,82% ao mês para 1,95% ao mês. Para os aposentados que recebem pela Caixa, a taxa passou de 2,14% ao mês para 1,80% ao mês, podendo chegar a 0,84% ao mês.

A redução dos juros também atinge o financiamento de veículos. A taxa mínima foi reduzida de 0,98% ao mês, podendo chegar a 2,25% ao mês, de acordo com o carro, o cliente e o prazo, entre outros fatores.

Não houve corte nas taxas relativas a crédito imobiliário, já que, segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, as praticadas hoje têm margens "muito pequenas". Ele disse, no entanto, há um estudo sendo feito. "No Fundo de Garantia, por exemplo, não é a Caixa que dá o spread, embora esteja-se estudando taxas menores para as faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. Está sendo feito estudo para ver se isso é possível. Está sendo feito um estudo com muito cuidado porque lá as margens são pequenas".


Para empresas

O programa de corte das taxas de juros também atende as linhas de capital de giro para empresas. A taxa passará de 2,72% ao mês para 0,94% ao mês.

“Não tem nada que esteja sendo feito que não tenha sido precificado com cuidado. Na nossa relação com nosso controlador, o Ministério da Fazenda, temos uma meta de lucro para esse ano, que não pode ser menor que o do ano passado, o maior lucro da Caixa no ano passado. Está tudo planejado para isso. Não estamos fazendo ação para a Caixa ter lucro ou prejuízo. Fizemos as contas da maneira mais conservadora possível”, afirmou Hereda.

O banco já havia informado, na última quinta-feira (5), que reduziria suas taxas de juros.

Contra o spread

A Caixa segue a ação do BB, que anunciou, também na semana passada, um pacote de redução de juros das principais linhas de crédito para pessoas físicas e micro e pequenas empresas. Com o programa batizado de "Bom para Todos", o banco estatal pretende elevar em R$ 26,8 bilhões os limites de crédito para micro e pequenas empresas e em R$ 16,3 bilhões os limites para pessoas físicas.
saiba mais


As reduções de juros dos bancos ocorrem após o governo anunciar um pacote de R$ 60 bilhões para estimular a produção da indústria brasileira, na terça-feira (3).

O Governo Federal vem pressionando os bancos para reduzirem o "spread" – a diferença entre o que o banco "paga" para captar recursos e quanto ele cobra para emprestar – e, assim, reduzir as taxas de juros cobradas no país. Com a redução dos juros dos bancos estatais o governo estaria buscando acirrar a concorrência e, assim, forçar os bancos privados a também baixarem as taxas cobradas.

Segundo o presidente da Caixa, Jorge Hereda, no entanto, a redução das taxas de juros anunciada nesta segunda não foi uma "decisão política". "Nossa decisão tem amparo em precificações, análise de carteira, de nível de risco, das taxas de inadimplência. Não foi uma decisão política", disse ele.


Fonte: g1.globo.com 

terça-feira, 3 de abril de 2012

O que deve ser abolido (ou evitado) na mesa de trabalho

Mais da metade dos americanos julgam negativamente seus colegas de trabalho por causa da mesa; você vai deixar a desorganização acabar com sua reputação?


A sua mesa de trabalho pode estar minando sua reputação na carreira. De acordo com pequisa da Adecco , 57% dos americanos julgam seus colegas de trabalho por causa da maneira como eles mantém a própria mesa.

E o pior: para metade dos participantes da pequisa, falta de organização é um sinal muito claro de preguiça por parte do profissional.

Existem diversas estratégias para banir a desorganização na mesa de trabalho. Mas a principal delas é tirar os excessos de tudo aquilo que não está diretamente ligado às suas atividades profissionais.

"As pessoas dizem: eu me entendo na minha bagunça.  Mas isso é sempre uma mentira", diz Ivo de Abreu, especialista em organização. "A pessoa tem pilhas e pilhas de documentos, nunca vai descobrir onde o papel que precisa, realmente, está".

Por isso, a dica é eliminar tudo o que está em excesso e que não tem uma relação direta com o seu trabalho:

1. Post-its

Muitas pessoas encaram os post-its como uma ferramenta para organizar a vida e favorecer a memória. Mas, de acordo o especialista, esse é um erro crasso.

“O post-it é um bilhete ou uma anotação, não é um lembrete”, afirma. “Por estar ao alcance dos olhos,o post-it vira uma interrupção".

O especialista alerta ainda que o recurso pode ser ineficaz. "Nosso cérebro tem uma tendência de recompor imagens harmônicas. Com isso, o post-it como lembrete só funciona nos primeiros dez minutos. Depois disso, o cérebro irá recompor a imagem sem o post-it. Quando você perceber poderá ser tarde demais”.

Em outros termos, além de roubar o foco, post-its não são tão eficazes como se pensava. A dica? Organize todos os lembretes na agenda ou calendário.


2. Objetos pessoais


Equilíbrio deve ser palavra de ordem na hora de decidir o que colocar (ou não) na mesa de trabalho. Objetos pessoais até são permitidos mas desde que apareçam com moderação.

“Decorações excessivas, coleções ou outros objetos pessoais mostram que a sua prioridade não é o trabalho em si”, diz o especialista. “O espaço que você tem disponível pertence à empresa, por isso, deve ser destinado ao trabalho”.


3. Trabalhos futuros

Sinal vermelho se você deixa todo o trabalho e projetos futuros acumularem-se sobre a sua mesa. O ideal, de acordo com o especialista, é reservar espaço na mesa apenas para as atividades que você tem que desenvolver naquele momento. “Quanto mais foco no trabalho, mais você presta atenção”, diz.


Fonte: Exame.com

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um raio-X do empreendedor digital brasileiro

Ele tem entre 20 e 30 anos, nunca estudou tecnologia e sofre com a falta de recursos financeiros. É o que mostra pesquisa realizada pelo Instituto M. Sense Inteligência de Mercado, sob encomenda do Grupo RBS
por Gilberto de Almeida

Se você pensa em abrir uma startup, mas não tem formação especializada, não conta com o apoio de investidores e gostaria de manter o emprego atual, saiba que não está sozinho. Esse é o perfil da maioria dos empreendedores digitais brasileiros, de acordo com pesquisa encomendada pelo Grupo RBS ao Instituto M. Sense Inteligência de Mercado. Foram entrevistados 770 empresários de todo o país, entre setembro e outubro de 2011.

Se no empreendedorismo tradicional a mulher já ocupa um espaço praticamente igual ao do homem, no segmento digital eles predominam: 75% dos pesquisados são do sexo masculino. Eles têm entre 20 e 30 anos de idade (61%) e pertencem às classes A e B (86%). “As mulheres ainda têm participação pouco significativa no cenário de tecnologia”, diz Andiara Petterle, diretora de Estratégia Digital e Desenvolvimento de Negócios do Grupo RBS. “Há um espaço importante a ser ocupado por elas.”

Os brasileiros que buscam um lugar ao sol no mercado digital concentram-se na região Sudeste (72%, sendo 62% na cidade de São Paulo) e têm superior completo (46%). Engana-se, porém, quem acha que a maioria vem das faculdades de Computação ou Engenharia: 32% cursaram Comunicação Social. “O meio digital no Brasil é identificado como mídia e atrai profissionais da área de Comunicação. É diferente do que acontece em países como os Estados Unidos, por exemplo, em que os profissionais de tecnologia dominam o segmento”, diz Fábio Bruggioni, CEO de Internet e Mobile do Grupo RBS.

Conseguir recursos financeiros para abrir e manter a empresa é a maior preocupação desses empreendedores — 44% consideram essa sua maior dificuldade. Os entrevistados também se queixaram da falta de mão de obra qualificada (30%) e do pouco tempo de que dispõem para se dedicar às suas ideias (34%). Explica-se: 63% deles se dividem entre o projeto digital e um emprego, que serve para pagar as contas e financiar o negócio. “Eles trabalham em um clima de incerteza, e as desistências são frequentes. Para que o mercado amadureça é preciso criar um ‘ecossistema sustentável’ para esses empresários, que poderão assim atrair os investidores”, diz Andiara, do grupo RBS.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

quarta-feira, 28 de março de 2012

Antes de investir em uma empresa, saiba se o projeto tem chances de ter sucesso

Quase todo empreendedor acredita mesmo que a sua ideia de negócio é perfeita, não tem como ser melhorada e está destinada ao sucesso absoluto. A ilusão empreendedora está também ligada à capacidade destas pessoas de enxergarem projetos e se entusiasmarem tanto a ponto de investirem o próprio dinheiro e tempo nele.

Geralmente, no entanto, as ideias sempre podem ser melhoradas e algumas nem devem sair do papel. Seja por falta de clareza ou mesmo de pesquisa, existem pequenas empresas que não vão adiante e saber disto a tempo pode ajudar a evitar uma decepção e um rombo na conta bancária.

Para David Kallás, professor de Estratégia do Insper, existem quatro perguntas essenciais para medir o quanto a sua ideia é boa. “A primeira é se sua ideia é realmente útil. A segunda é se o seu preço é facilmente acessível para a massa de compradores. A terceira é se você é capaz de cumprir sua meta de custo para lucrar com o preço que definiu e, por fim, como vai fazer para entregar a um custo adequado e ainda ter lucro. Para ser comercialmente viável, precisa ter as quatro coisas”, explica.

Veja a seguir sinais de que uma ideia não tem potencial para virar um negócio de fato.

O mercado consumidor é imenso

Se você acha que seu negócio tem um mercado consumidor enorme, já começou mal. O primeiro passo a fazer uma pesquisa séria e não ficar só perguntado o que seus amigos acham sobre o produto. “Precisa testar de uma forma mais objetiva do que simplesmente consultar algumas pessoas”, diz Kallas.

O ideal é que o empreendedor converse com clientes potenciais assim que tiver a ideia, mas profissionalize na hora de investir. “O que vai mostrar se é boa ou não é conseguir vender aquilo. Precisa vender ou não tem dinheiro para nada”, ensina Marcos Simões, diretor de seleção e serviços a empreendedores da Endeavor.

Outro sinal comum de problemas na ideia é quando o seu mercado é muito generalizado. “Coloque como perfil quem realmente enxerga o valor do produto. Precisa pensar qual o tamanho do mercado, para quantos clientes pode vender e é importante que o empreendedor seja muito crítico e específico”, diz Simões.

A ideia é tão inovadora que as pessoas nem acreditam

Quando uma ideia é muito inovadora, o empreendedor precisa pensar em mais coisas além de abrir uma empresa. “Ele pode enfrentar resistência das pessoas, de achar que não funciona ou não vai dar certo. São barreiras cognitivas”, explica Kallas. Não conhecer as barreiras de adoção para realizar sua ideia é um sinal grave de que o empresário não está pronto. “A adoção não deve ser só pelo cliente, mas pela equipe. O grande cemitério de derrota de ideias é a própria equipe. Tem que ser bom não só para vender fora, mas dentro de casa”, conclui o professor do Insper.

Outro tipo de barreira diz respeito ao posicionamento da sua empresa no mercado. “Tem outros players com uma proposta e capacidade de execução muito semelhante à sua? Precisa pensar porque o cliente compraria de você e não dele”, diz Simões.

O projeto é ótimo, mas precisa de muito capital

Uma boa ideia de negócio precisa também ser projetada para fazer a empresa crescer. É isso o que os especialistas chamam de ideia escalável. “Não basta ter um mercado grande, precisa saber o quão rápido consegue crescer”, explica Simões. Geralmente, uma ideia de negócio é pouco escalável quando o crescimento da empresa está atrelado a um alto investimento em capital ou mão de obra extremamente qualificada. “Se precisa de muita capital para crescer, desacelera o crescimento”, diz o diretor da Endeavor.

Ainda não há um modelo de negócio definido

Você já sabe como vai ganhar dinheiro com a sua ideia? Pois o modelo de negócios é parte essencial de um projeto bem sucedido. “Potenciais empreendedores veem todo mundo ganhando com algo e querem entrar também. Não precisa ser a Nasa para construir um negócio que vai dar certo, mas tem que ter certeza que não está fazendo mais do mesmo”, explica Simões.

O modelo de negócioé também a chave para ter sucesso na empresa. O diretor da Endeavor cita o exemplo dos serviços de software na nuvem. “Eles têm o mesmo produto que os concorrentes, mas têm forma diferente de precificar. Ao invés de cobrar um valor enorme para comprar a licença, cobram um valor mensal. Isso se dilui na mensalidade e mais gente fica disposta a comprar”, conta.

Fonte: Exame PME

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dicas de "Inovação"

Faça uma primeira reunião – De preferência perto da virada do ano – isso traz bons fluidos - e vá de calça jeans. Convoque toda a sua equipe e questione-a sobe como fazer o que se faz de maneira diferente. Crie expectativas de mudança, peça opiniões, anote algumas. Elogie todas, inclusive as piores. Aproveite a chance para ser percebido como aquele-que-escuta-e-se-preocupa-com-os-funcionários! Todos vão adorar.

Faça dinâmicas com balões  - (ou bexigas, se preferir). Pegue um saco de balões, encha-os entregue a cada um dos participantes da reunião. Em seguida escreva “Inovação” com pincel atômico de várias cores distintas e jogue-os para o alto. Peça aos participantes que não os deixem cair, mantendo-os sempre no alto, usando apenas uma das mãos e pelo maior tempo possível. Diga em alto e bom som: “a inovação é como estes balões, precisa de esforço para se manter em alta.” Dica: não deixe que pessoas de fora vejam o exercício, pode pegar mal para você e para sua carreira.

Sempre que puder, fale “pensar fora do quadrado” e “hierarquia de valores” – isto dá um grande Ibope com o grupo. Relaxe, você não precisará saber qual a prioridade nesta tal hierarquia.

Use uma bela grana do seu budget em pesquisas - pegue os relatórios e não leia nenhum deles. Ao final, cobre que todos tenham lido. Toda vez que alguém quiser tirar outrem da zona de conforto com alguma ideia mirabolante, corte-o imediatamente e pergunte se ele não leu o que as pesquisas indicam.

A grande ideia - Antes de perceberem que você só fica no discurso (seu prazo é de 6 meses a contar da primeira reunião). Chame seus funcionários e diga que teve uma ótima ideia. Para chegar a este ponto, analise o que seus concorrentes estão fazendo. Às vezes, quando você dá alguma ideia, outra pessoa da sua equipe acaba usando-a como trampolim para uma ideia muito melhor. Faça o mesmo do seu concorrente, copie algo que não exponha em quase nada a percepção do produto ou serviço para os consumidores. Em seguida fique mais um semestre sem se movimentar neste sentido.

 Fale em “ouvir o cliente” -  (parece fake e ultrapassado, mas ainda cola bem).  Não mude o processo produtivo da sua empresa, continue dominando a cadeia de valor/processos. Nunca inverta os papéis. Com certeza você sabe que esse papo de “ouvir o cliente” é para palestrantes de Marketing; no mundo real, isto não funciona!

Corra riscos - Quem quer inovar precisa estar disposto a correr riscos de falhar. Repita: em minha empresa as falhas jamais serão punidas. Esse é o ponto mais importante. Você não será compreendido por muito tempo. Quando começarem a criar inovações sem base fale que isto faz parte do processo de mudanças pontuais para expandir o negócio. Se a ideia falhar (e vai) demita o autor, mas sempre na virada do semestre, diga que foi necessário por corte de custos ou por uma mudança nos projetos, mas nunca por erro.

Espaço físico – Empresa inovadora tem ambiente jovem, portanto, vamos alterar rápido este aspecto, mesmo que não altere em nada o DNA. De cara compre puffs e coloque na sala de reunião. Se puder colocar uma TV com vídeo game, melhor ainda, mas compre um ATARI velho com três fitas idiotas (você não vai querer ninguém jogando aquilo no horário de trabalho). Se for ainda mais ousado, solicite a um fornecedor uma máquina de refrigerantes e a coloque na sala de reunião (mas não esqueça de cobrar um valor superior em 50% ao mercado por cada latinha). Ao ser questionado, fale que depende do setor de compras e que você já solicitou que o preço fosse ajustado.




Fonte: Mundo do Marketing