quarta-feira, 8 de maio de 2013

Estratégias para usar na hora de falar em público




Usar as táticas certas na hora de fazer uma apresentação em público faz com que até o mais inexperiente orador seja aplaudido e se saia bem diante da plateia.

Dominar o assunto é dominar o medo de falar em público

Conhecer bem o assunto é o primeiro passo para uma apresentação bem sucedida. “As pessoas têm medo de falar em público quando não dominam o assunto da apresentação”, diz o palestrante e coach Maurício Seriacopi. De acordo com ele a preparação deve englobar também possíveis dúvidas e interpretações que poderão surgir ao longo da apresentação.

Estude a sua plateia

Quem é o seu público? São os diretores da empresa? É uma plateia de jovens, pessoas mais velhas ou mista? Faixa etária, segmento e perfil são aspectos que devem ser analisados. A partir disso você vai decidir o vocabulário empregado, por exemplo. “Não adianta utilizar um linguajar técnico para um público leigo ou linguagem vulgar para uma plateia composta por especialistas”, diz Reinaldo Polito, professor de expressão verbal e palestrante.

Mostre ao público qual a vantagem de prestar atenção ao que você vai dizer

O que as pessoas vão ganhar ao dedicarem atenção ao que você está dizendo? Verbalize esse ganho para estimular o interesse. “É dizer claramente. Se é um público conservador e o tema é plano de investimento, explique que vai falar de investimentos seguros, tranquilos e que vão ajudar a atravessar um período de turbulência”, explica Polito.

Ou seja, o ganho é algo que pode variar de acordo com os ouvintes. “Se a plateia é formada por investidores agressivos, falar de investimentos seguros não vai captar a atenção das pessoas, por isso é muito importante conhecer características predominantes que permeiam o público”, ressalta Polito.

Crie expectativa

“O público que não tem expectativa não acompanha”, diz Polito. Por isso, seja de forma explícita ou nas entrelinhas, diga que vai fazer uma revelação. “Se for uma palestra sobre investimento de renda fixa, diga que vai dar exemplos de pessoas que se deram bem para criar a expectativa, por exemplo”, explica Polito.

Quebre resistências, conquiste atenção logo no início

Uma plateia atenta, interessada e receptiva é o sonho de toda pessoa que fala em público. Mas nem sempre é assim. Por isso, na hora de começar a falar leve em consideração se as pessoas estão torcendo por você, se há resistências ao assunto ou mesmo a você ou ao ambiente. “Se as pessoas estão torcendo por você, elas estão atentas”, diz Polito. Mas, se não existe torcida, comece agradecendo pela oportunidade de estar ali, seja simpático. “Pode ser fazendo um elogio que não passe a ideia de demagogia, demonstrando envolvimento em tratar do assunto”, diz Polito.

Fazer algo de impacto para captar a plateia logo no início é uma das táticas usadas por Seriacopi. “Logo no começo entro com uma dinâmica ou atividade para despertar a atenção das pessoas”, conta o palestrante. De acordo com ele, é uma maneira de mostrar ao público que a qualquer momento pode haver mais interações. “As pessoas ficam atentas porque podem ser parte do contexto”, diz.

Frases de impacto, histórias e fatos bem humorados são alternativas para prender a atenção das pessoas, segundo Polito. Ao encontrar resistência em relação a você, como palestrante, aos poucos vá revelando a sua experiência como forma de chancelar a sua presença ali. “Citar uma frase de uma autoridade no tema que será discutido é também uma maneira de transferir credibilidade para sua fala”, diz Polito.

Se há resistência ao assunto, não dê a sua opinião logo de cara, recomenda Polito. “É uma questão inteligência. Se der a sua opinião, quem concorda vai ficar feliz e quem não concorda vai se afastar ainda mais”, explica. Aposte em uma maneira disciplinada de fazer a relação dos pontos em comum entre você os ouvintes. “Assim eles vão concordando e é possível quebrar as resistências”, diz. Caso o problema seja o ambiente, com cadeiras desconfortáveis, ar muito frio ou local barulhento diga que não vai tomar muito tempo das pessoas.

Humor é uma boa forma de manter a atenção

Começar uma apresentação fazendo piada pode ser um tiro no pé. “Porque se não tem graça e as pessoas não dão risada a pessoas vai ficar desestabilizada”, diz Polito. O ideal é inserir passagens bem humoradas ao longo da apresentação, principalmente depois de tratar de conceitos pesados e mais técnicos. “Dá uma arejada na apresentação”, diz Polito. 

Ironia fina, brincadeiras subentendidas demonstram preparo, sagacidade e uma percepção de que trata-se de um público mais bem preparado capaz de entender este tipo de humor.

Dê ritmo à apresentação e fuja de vícios de linguagem

Dê ritmo à fala. Não fale sempre no mesmo tom de voz. Acelere ou fale mais devagar dependendo do momento. “Um momento de reflexão pede uma fala mais cadenciada”, diz Seriacopi. Não grite, mas não fale baixo. “Falar mais alto demonstra envolvimento”, diz Polito. Evite vícios de linguagem como “né”, “tá” “ tipo”, “na verdade”. “Isto irrita a plateia”, diz Polito.

A pausa é sedutora na comunicação

Faça pausas, elas são essenciais, de acordo com os dois especialistas. “Faço pausas de 5 a 10 segundos, após uma pergunta, ou para dar tempo de as pessoas assimilarem o conteúdo”, diz Seriacopi. “A pausa valoriza a informação, criar expectativa sobre o que será dito em seguida e demonstra o domínio de quem está fazendo a apresentação”, diz Polito.

 Movimente-se na medida certa

A movimentação é importante em uma apresentação. “É usar o máximo de espaço disponível para se movimentar”, diz Seriacopi. Se for um palco, caminhe, se for possível até desça do palco e ande entre as fileiras, recomenda o palestrante. Mas cuidado para não passar na frente de projetores.

Recursos visuais aumentam o poder de retenção do público

Após três dias de uma apresentação, as pessoas se lembram de 10% do que foi dito, segundo Polito. “Se a apresentação usa recursos visuais, este percentual sobre para 65%”. Slides e vídeos são alguns dos recursos para aumentar o poder de retenção do público. Mas, ressalta Polito, é um recurso que deve ter importância secundária. “Algumas pessoas invertem e acabam ficando apenas do lado dos slides”, diz. “Uso recursos de vídeo, slides, imagens, música mesclados à oratória para não cansar o público”, diz Seriacopi. O recurso visual dá a indicação de conceitos, a explicação é sempre do palestrante. “Se é uma pessoa que usa 60, 70 telas e recomendo que ela reduza para 35 ou 30”, diz Polito. Para ele, vale a regra dos 7 por 7: “ 7 palavras por frase e 7 frases por slide”, explica.

Para fechar a apresentação sintetize o assunto em 2 ou 3 frases

Escolher duas ou três frases que sintetizem o que foi tratado durante a palestra. “Assim é possível abraçar o conteúdo”, diz Polito. Em seguida, recomenda, peça ação se for possível agir imediatamente ou uma reflexão a respeito do assunto da apresentação. “Ao fim de minhas palestras, eu escolho trazer uma história ou de alguém conhecido ou minha que comprove que o que eu estou falando funciona, não só teoria”, diz Seriacopi. Se for preciso avisar o público que a apresentação terminou, é sinal que de o fechamento não foi bem feito”, diz Seriacopi . Tom, velocidade da voz e o agradecimento darão ao público a certeza de que a apresentação chegou ao fim. 

Fonte: Exame.com

domingo, 21 de abril de 2013

Campanha da Dove mostra a diferença entre como mulheres se vêem e são vistas

Com a ajuda de Gia Zamora, artista do FBI responsável por criar mais de 3.000 retratos falados, a empresa resolveu desenhar sete mulheres com base na sua autodescrição e na descrição feita por desconhecidos



Como parte da campanha pela valorização da beleza natural, a Dove produziu um documentário chamado ‘Retratos da Real Beleza’. O objetivo do filme é mostrar como as mulheres se tornaram suas piores críticas e enxergam sempre o pior em si.

Com a ajuda de Gia Zamora, artista do FBI responsável por criar mais de 3.000 retratos falados ao longo de sua carreira, a empresa resolveu elaborar o retrato de sete mulheres. Enquanto as voluntárias se escondiam atrás de uma cortina, Zamora desenhava com base na autodescrição delas.

Em seguida, a artista criou outro retrato falado das mulheres com base na descrição de pessoas desconhecidas. O resultado, é que os desenhos feitos com a partir do ponto de vista dos outros apresentaram imagens mais bonitas.

Veja ao vídeo abaixo:



Fonte: Administradores.com


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

7 sinais de que você está longe do sucesso financeiro

Veja quais erros na administração das finanças pessoais mostram que você não está preparado para alcançar seus objetivos

Alguns erros cometidos ao administrar as finanças pessoais podem indicar a falta de preparo para alcançar objetivos, sejam eles a compra de uma casa, o primeiro milhão, ou uma aposentadoria tranquila. Mesmo quem já tem uma boa renda não está imune a alguns equívocos que podem transformar o sucesso financeiro em uma meta distante.

Veja a seguir sete sinais de que você ainda não está preparado para alcançar seus objetivos financeiros.

1) A parcela da sua renda destinada aos investimentos é menor do que 10%
Todo orçamento pessoal deve ter uma parte exclusivamente destinada a investimentos, assim como às despesas fixas e variáveis. Os investimentos são o oxigênio de diversos projetos pessoais, por isso destinando menos de 10% da renda a aplicações, alguns objetivos podem demorar mais a se concretizar.

 “É claro que, para quem tem uma renda altíssima, 10% da renda pode ser pouco se a pessoa consegue investir 50% da renda. Mas 10% é uma medida bem geral e se não for possível guardar nem isso por mês, existe um problema”, explica o consultor financeiro André Massaro.

Os objetivos, o tempo de investimento e a quantia disponível irão definir quais são as melhores aplicações, quanto deve ser colocado em cada uma delas e se será preciso aumentar ou não a parcela da renda para os investimentos. Parte dos investimentos pode ser voltada à aposentadoria, outra parte a objetivos de médio prazo, como um casamento e outra ao curto prazo, como uma viagem a ser realizada em breve.

2) Você não teria dinheiro suficiente para se manter sem emprego durante um ano
A perda de emprego, um problema de família ou de saúde são imprevistos que podem facilmente minar um objetivo em pouco tempo. Por isso, é preciso ter uma reserva financeira que seja capaz de sustentar esse tipo de situação imprevisível.

Alguns especialistas falam que a reserva de emergência deve equivaler a pelo menos seis meses de despesas, outros um pouco mais. André Massaro acredita que uma pessoa realmente preparada para alcançar seus objetivos deve ter pelo menos uma quantia equivalente a um ano de despesas guardada. “Hoje, muitos conseguem se recolocar em pouco tempo porque o mercado está aquecido, mas o desemprego sempre foi um problema no país. Por isso é preciso se preparar para o pior cenário, não o melhor”, diz.

3) Seu investimento para a aposentadoria vai de mal a pior
Ter uma boa aposentadoria, para alguns, significa ter uma renda mensal de 10 mil reais; para outros, a renda deverá equivaler a 20 mil reais. Por isso não existe uma regra geral que mostre se a pessoa está cuidando bem ou não de sua aposentadoria.

Massaro afirma que em países desenvolvidos, os investidores acumulam para a aposentadoria um patrimônio suficiente para mantê-los durante 30 anos, um período que ele considera também recomendável para os brasileiros que planejam sua aposentadoria.

Seja qual for o período que o investidor considerar que viverá depois de aposentado, ele deve pensar se com a quantia que ele investe mensalmente hoje e com o tempo que ele tem até a aposentadoria, os recursos investidos serão suficientes para se aposentar com a renda pretendida. Caso não sejam, este pode ser um indício de que o caminho para o sucesso está ainda bem distante.

4) Mais de um terço da sua renda é destinada ao financiamento de um imóvel
Os próprios bancos, que têm total interesse em fornecer crédito para o financiamento do imóvel, recomendam que os clientes não comprometam mais de um terço de sua renda líquida (renda mensal descontados os impostos) com as parcelas do imóvel.

“Essa é uma regra bastante usada e vale para a maioria dos casos. Apenas não vale se a pessoa é solteira, ganha muito dinheiro e consegue manter um padrão de vida bom, mesmo gastando mais de um terço da renda com o imóvel”, diz André Massaro.

Com mais de um terço da renda destinada ao financiamento do imóvel, aumentam as chances de problemas financeiros. Alguns especialistas, inclusive, acreditam que o ideal é que o financiamento não ultrapasse 20% da renda, principalmente se ele ainda não tiver formado sua reserva de emergência, já que nesse caso, diante de algum imprevisto, a dívida com o financiamento pode tornar a situação insustentável.

5) Suas férias dependem do cartão de crédito
Usar o cartão de crédito para pagar algumas despesas durante as férias não é um problema e pode até ser vantajoso em alguns casos por causa do acúmulo de pontos no programa de fidelidade do cartão. Mas pagar tudo no crédito, inclusive passagem e a estadia, é um indício de que para um objetivo menor já há dificuldade de se programar. As metas maiores, portanto, podem se tornar extremamente complexas.

Uma orientação comum dos especialistas em finanças é que o período de pagamento de um bem ou serviço não extrapole sua vida útil. Ou seja, a viagem não deve continuar a ser paga depois que ela acaba.

Ao começar a pagar com antecedência, ou mesmo ao pagar à vista, um pacote de viagens, passagem ou estadia, normalmente é possível conseguir descontos. E com um bom planejamento também é possível investir o valor que será utilizado na viagem, por exemplo, em um fundo cambial, que permite poupar o valor necessário em moeda estrangeira, protegendo o dinheiro das oscilações cambiais até o momento de pagar as despesas.

6) Você dá mais importância ao investimento que ao valor poupado
Outra regra básica para quem quer alcançar o sucesso financeiro diz que poupar é mais importante do que investir. Isso significa que ter uma regularidade de aportes nos investimentos e poupar mais dinheiro é muito mais importante do que dar uma “grande tacada” e escolher a melhor aplicação disponível no mercado.

Alguém que tem dinheiro investido, mas tem dívidas a pagar, provavelmente estará pagando mais juros do que recebendo, já que os juros de empréstimos e financiamentos à pessoa física costumam ser bem maiores que o retorno das aplicações financeiras.

Por isso, quando as taxas forem altas, vale mais a pena poupar uma quantia suficiente para pagar esses financiamentos em aberto do que dar início a um novo investimento.

Além disso, quando o investidor consegue poupar e reunir uma boa quantia antes de investir, ele pode conseguir ter acesso a produtos financeiros melhores. Aplicações com aporte inicial maior muitas vezes também contam com remuneração maior e custos menores.

7) Você só consegue comprar um carro novo se for financiado em um prazo longo
Nem todo mundo consegue pagar à vista um bem de alto valor como um carro, mesmo com uma boa situação financeira. E isso não é um problema. Mas, se para comprar o carro pretendido é preciso entrar em um financiamento de mais de três anos, algo está errado.

Se o carro de 100 mil reais almejado só pode ser comprado se financiado em mais de 36 meses, isso pode significar que o valor do bem está acima da real possibilidade do comprador. Como as taxas podem ser maiores e os carros sofrem mais depreciação quanto maior o tempo, se o financiamento for muito longo, mesmo ao vender o carro o valor recebido pode não ser suficiente para quitar o financiamento.


Fonte: Exame.com

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Qualificação profissional

Não é de hoje que ouvimos falar por aí que estamos vivendo em um mundo globalizado, onde a toda hora transformações e mutações estão acontecendo em todos os setores da economia. Por este motivo, o mercado de trabalho a cada dia torna-se cada vez mais exigente na busca de bons profissionais que possam suprir as necessidades dos altos padrões necessários às empresas. 
 
 

Dessa forma, hoje é comum vermos empresas em busca de um individuo produtivo, focado, determinado e que busque constantemente aprimorar conhecimentos e habilidades, além de está disponível para encarar novos desafios, isto é, um profissional bem qualificado, que na maioria das vezes almeja alcançar uma posição de destaque em seu ramo de atuação.

Entretanto, o que precisa-se ter em mente é que a qualificação profissional nos dias atuais não se limita apenas a um curso de formação, é importante entender que para adequar-se as exigências do mercado em constante competitividade, o profissional deve levar em consideração todos os níveis de aprendizagem, desde o básico (incluso aqui os clássicos erros de ortografia que às vezes é algo imperdoável) até o mais avançado, os estágios, a graduação, a especialização, o mestrado, a participação ativa em palestras, oficinas e etc., isto é, utilizar-se de tudo aquilo que estiver ao seu alcance para adquirir conhecimentos teóricos que mais tarde possam ser adaptados à realidade do mercado e que na prática possam resolver uma tarefa.

Assim, para que tudo isso possa ser reunido em um perfil profissional de alguém, faz-se necessário que o mesmo confeccione uma rota de idéias que seja compatível com a sua realidade profissional e consiga atender as exigências no mercado o qual está inserido.

Em virtude da concorrência sem freio presente em nossa sociedade, a colocação profissional não depende somente de diplomas e certificados. É preciso ser inovador, competente, ágil, habilidoso, bem relacionado, dinâmico, atuante, estudioso e por fim o conhecedor tanto da teoria quanto da prática.

Desse modo, a qualificação profissional carece ser vista como um fator determinante ao futuro daqueles que batalham uma melhor colocação no mercado de trabalho e mais ainda para aqueles que batalham crescimento em suas empresas. O profissional, não importa se é o que ingressa hoje no mercado de trabalho ou aquele que busca uma promoção em seu setor de atuação, deve compreender que o sucesso nada mais é que o fruto da sua evolução profissional, e que por isso mesmo o mercado é cruel, é preciso se destacar, superar obstáculos, romper barreiras, cair, levantar, fazer sempre o melhor e tudo isto não é fácil pois o sujeito precisa incorporar novidades em sua atuação (sair do comodismo), estando sempre de olho no futuro, tendo em mente que seu trabalho precisa e deve contribuir para o crescimento econômico da empresa.

Diante disto, já deu para entender que é muito grande o número de profissionais que se formam a cada ano, mas o diferencial em questionamento não é só o conhecimento adquirido, e sim a vivência e a busca constante por qualificação.  No entanto, torna-se notório que essa qualificação venha a pôr em prática as exigências de um mercado tão competitivo e em constante busca por crescimento e expansão.

E o bom profissional não fica fora do mercado de trabalho. #Ficaadica


Fonte: Dos autores deste blog. Artigo publicado na Revista Seridó S/A. Ed. Janeiro/2013.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Silenciosa, a depressão pode estar destruindo a sua vida profissional

No mundo inteiro, estima-se que 340 milhões de pessoas sofram com a doença, sendo 13 milhões só no Brasil; além de enfrentar a doença, pacientes ainda lidam com preconceito


Perda de interesse pelo trabalho, falta de concentração, dificuldade em cumprir prazos e demandas, insônia, alteração de peso: esses podem ser os sintomas de uma doença séria: a depressão. Em alguns casos, a produtividade dos profissionais que sofrem com a doença pode ser seriamente prejudicada, culminando com a demissão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 340 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo mundo. No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas são atingidas pela doença (OMS).

“As doenças neuropsiquiátricas são hoje a primeira causa de incapacidade no mundo ao longo da vida e a depressão representa quase 50% dessas enfermidades”, explica Kalil Duailibi, professor do departamento de Psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (Unisa) e ex-coordenador de saúde mental da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo (SP).
Produtividade

Enquanto um paciente com diabetes falta 6 dias ao ano no trabalho devido à doença, uma pessoa com problemas cardiovasculares se ausenta 8 dias e quem sofre com asma falta 10 dias, quem sofre de depressão apresenta um prejuízo muito maior, perdendo cerca de 35 dias de trabalho por ano.

Segundo Duailibi, o paciente que apresenta um quadro depressivo considerado grave tem sua capacidade social e produtiva comprometida em 90%; em casos moderados, 40%, já em casos da doença em que há apenas sintomas leves, 20% de sua capacidade está afetada.

“O profissional com depressão poderá ter atrasos recorrentes, dificuldades em reter informações e de memória, dificuldade na execução de tarefas simples e, até mesmo, sentir-se incapacitado para executar sua função. Isso o tornará ainda mais deprimido e dará início a um círculo vicioso, que pode levar à demissão”, explica.

Com a queda no rendimento, a exigência dos chefes e superiores em relação a esse profissional pode aumentar, uma vez que a capacidade do indivíduo em desenvolver sua função é comprometida. “Cerca de 44% da capacidade produtiva do indivíduo fica comprometida quando ele apresenta um quadro depressivo”, ressalta Duailibi.

Outro estudo, estima que a depressão acarrete um custo anual de cerca de US$ 83 bilhões para a economia do país, incluindo perda de produtividade e uso da seguridade social (62%), custos diretos, como atendimento hospitalar, ambulatorial e dos medicamentos (31%), e custos relacionados ao suicídio (7%).
Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce da doença é fundamental, pois muitos indivíduos só se dão conta que perderam seus empregos em decorrência da depressão durante o tratamento terapêutico – 11% dos pacientes atribuem o desemprego à depressão.

Há um termo, ainda pouco usado no País, que designa profissionais que mesmo doentes permanecem desenvolvendo suas funções corporativas, o presenteísmo. O distúrbio, agravado pela depressão, caracteriza-se quando o indivíduo não desempenha suas funções nas condições de saúde ideais e tem a produtividade diretamente afetada.

“Atualmente, o diagnóstico é mais efetivo e sabe-se que a enfermidade está associada a inúmeros fatores, incluindo os genéticos”, afirma Duailibi. Para que esse quadro seja revertido, é preciso que o paciente seja diagnosticado corretamente e associe a psicoterapia de qualidade ao antidepressivo adequado, além de mudanças do hábito de vida. “Essa fórmula costuma apresentar um saldo positivo, evitando as recaídas do paciente”, reforça Duailibi.

Entretanto apenas dois terços dos pacientes com depressão procuram tratamento e, destes, somente 10% recebem doses adequadas de medicamentos, segundo dados do National Institute of Mental Health (NIMH) dos Estados Unidos. O médico ressalta ainda que, mesmo com sinais de melhora, é preciso manter o tratamento e, se necessário, o acompanhamento terapêutico. “O acompanhamento médico é fundamental, para evitar que a depressão torne-se um quadro crônico”, orienta o especialista.

Para combater a doença, além de ser essencial seguir corretamente o tratamento, a prática de atividades físicas também é importante. Esportes liberam endorfina, substância que causa sensações de alegria, bem-estar e melhoram a qualidade de vida do paciente.
Preconceito

O paciente com depressão precisa estar preparado, inclusive, para lidar com o preconceito das pessoas que desconhecem a doença. Por muitas vezes, será tratado com uma pessoa fraca e incapaz de encarar os desafios cotidianos como os demais profissionais.

Dualibi orienta que se busque apoio na empresa de um profissional especializado, como um médico ou funcionário do departamento de Recursos Humanos. “Durante o tratamento, é importante que o profissional se resguarde de comentários que o afetem emocionalmente ou mesmo julgamento de colegas. É o momento de se fortalecer, recuperar a autoestima e recarregar as energias para se restabelecer profissionalmente”, afirma Duailibi.

Em alguns casos, a licença médica indicada pelo profissional que acompanha o paciente pode ser uma alternativa para que o tratamento seja efetivo e o retorno ao trabalho satisfatório.

Fonte: Administradores.com

Empreendedorismo social: projetos para baixa renda com soluções socioambientais


Acadêmicos, estudantes e profissionais de diversas áreas se reuniram para criar soluções e novas tecnologias, entre produtos e serviços, para comunidades de baixa renda de São Paulo, durante o Encontro Internacional de Design para Desenvolvimento Socia 2012 (IDDS), promovido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) em conjunto com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Universidade de São Paulo (USP).

A iniciativa resultou em sete projetos que englobam temas específicos das comunidades visitadas: agricultura urbana, construção ecológica, jogos verticais, máquina para reciclagem de garrafas PET, piso feito com material reciclável, plano de gerenciamento financeiro e saneamento básico.

Agricultura Urbana

Em conjunto com a comunidade Dois Palitos, os participantes desenvolveram uma proposta para implantar hortas verticais e horizontais, feitas a partir de material reciclável, como garrafas PET. Dessa forma, os moradores poderiam economizar com gastos alimentares e ainda deixar o ambiente mais agradável com plantas e flores. O grupo desenvolveu um manual que pode ser acessado por meio deste link.

Construção Ecológica

Ao encontrar uma máquina de fazer tijolos ecológicos, no bairro dos Freitas, em São José dos Campos, a equipe foi em busca da receita correta para que o material produzido fosse seguro. Por meo de um teste de granulometria, cedido pelo IDDS e pela Universidade Metodista de Piracicaba, descobriram que, além de terra e cimento, precisariam de areia na composição dos tijolos. Além de conseguir um material mais resistente, o time formulou melhorias para deixar a máquina mais compacta e eficiente.

Jogos Verticais

Para diversificar as opções de lazer no Jardim Keralux, zona leste de São Paulo, o grupo "Toys" propôs criar brinquedos de baixo custo, com material reciclado. O projeto engloba vários jogos, que são escolhidos ao girar uma "roleta". Há ainda espaço para a criação de novas brincadeiras para estimular, dessa forma, a imaginação das crianças.

Máquina para reciclagem de garrafas PET

Para agregar valor aos produtos encontrados no lixo, o grupo "Reciclideias" desenvolveu, em conjunto com os artesãos da comunidade Keralux, uma ferramenta que transforma as garrafas PETs em tiras. As tiras podem ser usadas para a fabricação de bolsas, cestas, acessórios e até telhas.

Piso feito com material reciclável

Para ajudar a amenizar a situação da comunidade Dois Palitos, onde as casas têm chão de terra batida e os moradores sofrem com a umidade e o frio, o grupo dessa temática desenvolveu um tipo de piso de baixo custo. O processo de fabricação consiste em envolver sacos plásticos com tecidos grossos, como jeans, que depois de aquecidos são transformados em uma placa. Uma vez decoradas, as placas podem ser fixadas no chão com cimento.

Plano de gerenciamento financeiro

A equipe "Dreams" desenvolveu o Projeto Pipa, que funciona como um sistema de acompanhamento de metas pessoais. A interação é feita via celular, onde, por meio de SMS, os usuários podem cadastrar economias, compras, consultas e dicas. Qualquer celular é compatível com o sistema. Dessa forma, é possível acompanhar de modo mais organizado o progresso do planejamento.

Saneamento básico
 
Para evitar que parte do esgoto da comunidade Bairro dos Freitas fosse jogada em um rio da região, os participantes implantaram bacias de evapotranspiração, também conhecidas como fossas de bananeira. O projeto é baseado em um sistema fechado para tratamento de esgoto de vaso sanitário, onde a água utilizada passa por diversas filtragens em camadas de pneus, brita e areia, e depois é eliminada por meio da evapotranspiração, através de plantas, como bananeiras.

Fonte: Folha de São Paulo






segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O que deve ser feito para quem almeja mudar de emprego

O fim da primeira quinzena do ano já está aí. E, até agora, o que você fez por sua carreira (além de voltar à rotina tradicional)? “Se queremos resultados diferentes, precisamos agir de maneira diferente. Temos que assumir o controle das ações”, afirma André Ribeiro, da Produtive. E quando a meta é mudar de emprego e crescer na carreira, é preciso tomar algumas atitudes básicas. Confira quais:

 Atualize seu currículo

Nunca se sabe quais oportunidades profissionais podem aparecer nos dias que se seguem. Por isso, aproveite para dar uma nova cara ao seu currículo. A ideia não é mudar o design do documento ou transformar seu currículo em infográfico. Mas, sim, colocar no papel um bom resumo do que foi seu 2012.

Se continuou no mesmo emprego, atualize seus principais resultados no campo descrição. Se mudou, altere esta informação. Fez um curso? Melhorou sua fluência em algum idioma? Inclua tudo isso no seu currículo. Com objetividade, clareza e todos os outros atributos de um bom currículo.

Melhore seu perfil no LinkedIn

Não basta ter um perfil no LinkedIn. É preciso participar. Primeiro, muita atenção às palavras que você insere no perfil. Para aparecer bem nas ferramentas de busca, invista em técnicas de SEO, como uso de palavras chave.

Coloque na sua agenda também a participação ativa nos grupos de discussão, o hábito de responder às perguntas postadas no site ou outras ações que torne você relevante na rede. No caso de estudantes ou recém-formados com pouca experiência profissional, a dica é “pedir uma recomendação para professores ou colegas de turma”, afirma Ribeiro, da Produtive.

Mostre-se

Saia do ostracismo profissional e mostre ao mercado que o está mirando. Para isso, cadastre seu currículo em sites especializados e informe sua rede de contatos que procura novas oportunidades profissionais este ano. Se está empregado, faça isso com discrição.

 “Sempre que a gente fala de carreira, o primeiro passo é voltar para si mesmo e procurar se conhecer”, diz o especialista. Aproveite o dia para avaliar seus principais pontos fortes e fracos, o que você construiu na carreira até agora e o que planeja para o futuro.

Tentar responder as 20 perguntas que mais aparecem nas entrevistas de emprego pode ser um bom caminho para fazer este mergulho para dentro de si.

Elabore planos de ação para melhorar seu passe

Diante dos pontos que você ainda tem a desenvolver e daquilo que você vislumbra para a sua carreira, crie planos de ação para melhorar seu perfil profissional. Cuidado para não fazer deles uma mera lista de intenções. Pense em estratégias factíveis que irão encantar o recrutador na hora da entrevista.

Fonte: Exame.com