sexta-feira, 16 de março de 2012

Novo cartão de crédito parcela em até 200 vezes

Nova administradora Shopcards vai lançar produto com prazos de pagamento flexíveis e os menores juros do mercado de cartões



 O mercado verá, em breve, a estreia de uma nova linha de cartões de crédito que promete juros menores do que os do rotativo do cartão atualmente. Mais do que isso, o Shopcards deverá ser aceito em estabelecimentos onde hoje os plásticos praticamente não entram, como consultórios médicos e dentários, além de possibilitar prazos de parcelamento bem maiores que as tradicionais dez vezes “sem juros”. “Quem define o número de parcelas é o estabelecimento, mas nosso sistema prevê que seja possível parcelar em até duzentas vezes”, diz Marcello Gimenez, vice-presidente da Shopcards e ex-diretor da Credicard.

Um prazo de duzentas vezes equivale a nada menos que 16 anos de dívida no cartão de crédito, com a incidência de juros compostos. A promessa da Shopcards é que essa taxa será bem menor do que a tradicional taxa do rotativo, atualmente de 10,69% ao mês ou 238,30% ao ano em média. Mas essa taxa pode chegar facilmente a 15% ao mês. “As taxas de juros também serão definidas caso a caso, mas se for acertada para um determinado lojista uma taxa de 6% ou 6,5% ao mês, já seremos competitivos”, diz Gimenez.

No entanto, o professor de finanças da FGV-SP, Samy Dana, alerta: “O consumidor tem que lembrar que são juros sobre juros, então uma taxa de 6% ao mês equivale a mais de 100% ao ano. Ele perde muito mais no longo prazo. O que é melhor: dever por um dia a uma taxa de 80% ao ano ou dever pela vida toda a uma taxa de 50% ao ano? A taxa de juros do cartão de crédito é para dívidas de prazos muito curtos”.

Com prazos alongados, fica fácil perder o controle dos gastos e acabar endividado. Um prazo de 24 meses já requer atenção redobrada para que o consumidor para não contraia muitas dívidas ao longo desse período. Levando-se em consideração que a educação financeira não é amplamente disseminada no Brasil e que o brasileiro geralmente busca a parcela que cabe no bolso, os resultados podem ser desastrosos.

A existência de um cartão de crédito com taxas de juros menores, porém, não deixa de ser positiva, uma vez que força o mercado a baixar os juros. “Quanto mais concorrência tivermos nesse mercado, mais os grandes bancos terão de baixar os juros. Essa concorrência é sadia para o consumidor”, diz Conrado Navarro, planejador financeiro da consultoria Dinheirama.

Como funciona

A ideia da Shopcards é confeccionar cartões voltados especificamente para os estabelecimentos, nos moldes do que já acontece com os cartões de crédito atrelados a grandes varejistas. Cada instituição poderá, portanto, definir seu próprio prazo máximo de parcelamento e taxa de juros, que começará a incidir desde a primeira parcela, como acontece em qualquer outro empréstimo. “É uma oficialização do empréstimo. É preciso ter em mente que não existe parcelamento realmente sem juros. Tanto que se o consumidor opta por pagar uma compra à vista, ele recebe um desconto”, lembra Marcello Gimenez.

A empresa pretende atuar principalmente junto a varejistas que comercializem eletrodomésticos (linha branca e linha marrom) – o que possibilitará, por exemplo, o abandono dos tradicionais boletos e carnês de pagamento – confecções de alto padrão e consultórios e clínicas médicas e dentárias. O primeiro varejista a lançar seu cartão próprio Shopcards será o Shopping D&D, em São Paulo, voltado para decoração e design. Espera-se que só este contrato gere, no mínimo, 60.000 cartões.

Para possibilitar a taxa de juros mais competitiva, os custos da operação também serão reduzidos. A máquina será fornecida gratuitamente e a taxa de administração será de 1,5%. De acordo com o vice-presidente da Shopcards, esse custo atualmente costuma oscilar entre 3,5% e 6,5%. Os tipos de captura também são de baixo custo e podem até dispensar a tradicional maquininha, como acontece com o sistema de pagamentos mobile e o aplicativo que roda em ambiente web e funciona como maquineta.

O software que permite a diversificação de pagamentos também permite o acompanhamento das compras dos consumidores, possibilitando, por exemplo, o envio de anúncios customizados de acordo com os hábitos de cada cliente, desde que este autorize o recebimento deste material. Será possível, inclusive, fazer o cruzamento de dados para que administradora descubra que o sujeito que compra na loja X também compra no supermercado Y, favorecendo o envio de sugestões de compra que possam lhe interessar.

A facilidade é uma faca de dois gumes. Se por um lado o consumidor se verá livre dos spams publicitários, obtendo informações mais específicas e potencialmente mais interessantes sobre as ofertas, por outro, esse tipo de abordagem pode aumentar a tentação, não sendo indicada para quem é impulsivo na hora de comprar.

Como cartões de crédito necessitam da intermediação de uma instituição financeira, a Shopcards tem buscado firmar parcerias com instituições fora do circuito dos grandes bancos. São bancos e financeiras de médio porte, sem rede de varejo e com mais interesse em ser competitivas no segmento de crédito, uma vez que não contam com um sistema de contas-correntes como fonte de recursos. Segundo Gimenez, mais de dez bancos já fecharam parceria.

Busque crédito mais barato

Mesmo com taxas mais baixas que as dos demais cartões de crédito, os cartões Shopcards ainda são mais caros do que as tradicionais linhas de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), em geral voltadas para o financiamento de eletrodomésticos, móveis, material de construção e até cirurgias plásticas. A taxa de juros média praticada hoje para esse tipo de empréstimo é de 1,97% ao mês, ou 26,38%. Mesmo uma linha de crédito cara, como os empréstimos voltados para cirurgias plásticas, não chega a cobrar nem 5% ao mês.

É claro que ir ao banco buscar um empréstimo é bem mais trabalhoso do que simplesmente passar o cartão na maquininha. Da mesma forma, o parcelamento pode não ser tão longo quanto aquele proporcionado pela Shopcards. Se o importante é ter uma parcela que caiba no bolso, essa pode ser a melhor opção, ainda que requeira muita atenção ao orçamento. Mas se o importante é pagar mais barato, melhor mesmo buscar outra linha de crédito para não ficar sufocado. “A grande sacada de um produto como o da Shopcards é a comodidade do cartão. O problema é que, quanto mais fácil o crédito, mais difícil para o consumidor discernir se aquela compra é necessária, e menos ele pensa nos juros”, alerta Conrado Navarro.

Fonte: Exame.com

quarta-feira, 14 de março de 2012

Schin reassume a vice-liderança




Durou apenas cinco meses a vice-liderança da Petrópolis no mercado de cervejas brasileiro. De acordo com dados da Nielsen referentes ao mês de fevereiro, a Schincariol retomou a segunda posição e fechou o mês com 10,4% de participação nas vendas. A Petrópolis, dona das marcas Itaipava e Crystal, ficou com 10,3% em terceiro lugar. A Ambev permanece em sua folgada liderança com 69,5% das vendas e a Heineken é a quarta com 8,3%.


Fonte: Exame.com

domingo, 11 de março de 2012

Você está preparado para 2050?

Apesar de a data parecer distante, o processo de mudanças deve começar agora. E quem quiser sobreviver precisa começar a se adaptar


Em 2050, a economia mundial estará crescendo a um ritmo 50% maior que o atual. As perspectivas apontam que a produção global triplicará. E os grandes responsáveis por isso serão as economias emergentes, que terão crescido cinco vezes mais do que o chamado mundo desenvolvido, e passarão a contribuir duas vezes mais do que os países de "primeiro mundo" para o crescimento global.

A expectativa é de que 19 das 30 maiores economias do mundo sejam, em 2050, de países hoje considerados emergentes. A Índia, por exemplo, será a terceira maior economia de todo o globo. A China será a primeira. Países como Suíça, Bélgica, Áustria, Noruega e Dinamarca desaparecerão dos Top 30.

O crescimento populacional deverá viver suas próprias reviravoltas. Na Arábia Saudita, a população ativa viverá um crescimento de 73%. No Japão, esse valor diminuirá 37%. E isso refletirá diretamente na variação de suas fortunas. Todas essas mudanças terão fortes implicações no modo como a agenda política global é conduzida. Para se ter uma idéia, na última década, a Europa já precisou abrir mão de dois assentos no conselho executivo do FMI para dar espaço a governos de países emergentes.

E ainda teremos muitas outras mudanças em vista. A China, por exemplo, terá aumentado em sete vezes sua renda per capita. Mas esse valor ainda corresponderá a 32% do equivalente nos EUA.

2050 será apenas o começo das milhares de transformações que irão redefinir o mundo. E você, seja empreendedor, seja profissional, precisará manter-se atento às novas tendências, de modo que possa acompanhar o desenvolvimento do planeta e do seu país, saber tomar as decisões certas e orientar seu futuro com uma agenda positiva.

A capacitação para atuar num mercado cada vez mais competitivo será um pré-requisito ainda mais fundamental do que é hoje. Em 2050, não bastará simplesmente conhecer seu público, será necessário transpor fronteiras e manter-se sempre conectado. Afinal, qualquer mudança de humor no outro lado do mundo terá capacidade de afetar os mercados por aqui.



Fonte: Administradores.com
Vídeo: HSBC

sexta-feira, 9 de março de 2012

Brasileiro cria máscara que converte respiração em energia


De olho no mercado cada vez mais promissor da produção de energia limpa e pensando em ajudar as tantas pessoas que, diariamente, sofrem com a falta de bateria no celular, justamente quando não há nenhuma tomada por perto, o designer brasileiro João Lammoglia projetou o AIRE.

Trata-se de uma máscara capaz de converter a respiração humana em eletricidade para carregar pequenos gadgets. Como? A invenção possui miniturbinas eólicas em seu interior, que transformam o ar expelido por quem utiliza a máscara em energia – que é transferida a pequenos eletrônicos – como celular, GPS e iPod – por meio de uma espécie de cabo USB.

De acordo com Lammoglia, o AIRE pode ser utilizado em qualquer lugar ou situação: no ônibus, durante uma corrida no parque ou ainda enquanto o usuário tira um cochilo – basta não estar nem aí para os olhares que o uso do aparelho, fatalmente, atrairá para quem colocá-lo no rosto, em público, para produzir energia.

Por enquanto, o AIRE é, apenas, um conceito – que, inclusive, já rendeu ao seu criador o prêmio internacional Best Of The Best 2011 Design, da organização Red Dot –, mas o brasileiro já tem planos para comercializá-lo. Você aprova a invenção?

Fonte: Blog Planeta Sustentável

8 gafes que os empreendedores devem evitar


Saiba quais atitudes são consideradas deselegantes e podem até manchar a imagem da sua empresa

Você é daqueles empreendedores que fala o tempo todo sobre o seu negócio? Ou que tem coragem de pedir empréstimo para os amigos no bar? É bom saber que, além de prejudicar a amizade, esses tipos de atitude podem manchar a imagem da sua empresa. “Na verdade, o mundo empresarial oferece grandes oportunidades para se cometer gafes em qualquer momento”, lembra Ligia Marques, consultora de etiqueta.

Palavras, posturas e trajes passam credibilidade e ajudam a formar a impressão do negócio. “Sempre que se fala, é preciso passar a melhor imagem da empresa e da pessoa”, diz Ruth Cronemberger, consultora de comportamento e postura profissional da Lacre Consultoria. Veja a seguir oito gafes que podem destruir a imagem da sua pequena empresa.

1. Cliente não é amigo

A relação entre sua empresa e a clientela é uma das mais preciosas que existem. Saber lidar com o cliente, agradar e tratar bem é a chave para boas vendas. Mas, confundir cliente com amigo e abusar da informalidade é um erro. “Não é o caso de fazer perguntas relacionadas à vida particular. Foque no profissional”, ensina Ruth. O cuidado vale até para os famosos porta-retratos. Não chegue perguntando se é a esposa ou os filhos. Se não for, vai ficar muito chato. “Se o cliente não dá abertura, não queira parecer intimo, em especial com estrangeiros. A informalidade pode fazer mal”, diz a consultora da Lacre.

Outro problema grave com relação aos clientes é ignorar os conhecimentos dele. “Desmerecer o conhecimento do cliente frente ao que ele procura ou colocá-lo em situação de constrangimento é uma gafe”, explica Ligia.

2. Fique em dia com os pagamentos

Evitar o excesso de informalidade vale também com funcionários e fornecedores. Mais do que isso, é importante lembrar que esta relação é pessoal e financeira. Por isso, as especialistas destacam o atraso de pagamentos como uma situação bastante delicada. “Também é deselegante achar que fornecedores e funcionários são seres inferiores e que, por isso, podem ser desrespeitados e tratados com arrogância ou grosserias”, indica Ligia.

3. Desative a “rádio corredor”

Hoje em dia, é quase impossível ficar imune às redes sociais. Uma piada no trabalho ou um convite de almoço logo se tornam praticamente públicos quando vão parar no Facebook, no Twitter ou até no LinkedIn. ”Muitas vezes, as coisas ditas em uma sala logo estão nos corredores. É a chamada ‘rádio corredor’”, explica Ruth. Por isso, nada de colocar tudo que acontece na empresa nas redes sociais ou ficar fazendo fofoca na hora do café.

4. Não abuse dos amigos

Até os empreendedores merecem uma happy hour no final da semana. É o momento do dia em que ele encontra os amigos e pode, finalmente, mudar os ares. O problema é que muitos empresários não se desligam da empresa e ficam falando o tempo todo dos negócios. “Todo assunto que é comentado em exagero acaba se tornando cansativo e a pessoa passa a ficar uma desagradável companhia”, diz Ligia.

Mais desagradável ainda é pensar em pedir dinheiro aos amigos. “Esta é uma situação bastante delicada e deve ser evitada, já que deixa os amigos constrangidos. Vale mais a pena tentar um financiamento em uma organização financeira”, sugere. Ruth lembra que, nestes casos, corre-se o risco de perder a amizade. Se você já escorregou e pediu um empréstimo, priorize o pagamento do valor em dia, sempre.

5. Nada de celular nas reuniões

A etiqueta corporativa para uma reunião de negócios já foi bastante disseminada. Além de focar no importante e ser pontual, tenha um cuidado especial com celulares e outros aparelhos eletrônicos. “Em uma reunião, o celular deve estar desligado”, ensina Ruth. Se for emergencial, avise as pessoas na sala que vai precisar deixar o aparelho ligado, mas lembre-se de tirar o som.

“Se tocar, precisa pedir licença para sair e atender. Na vida corporativa, a discrição é sinal de elegância e ajuda a manter uma imagem intacta”, diz Ruth. Segundo as especialistas, é preciso ter atenção também com atitudes arrogantes e frases do tipo “discordo totalmente”.

6. Vista-se adequadamente

Não saber como se vestir para cada ocasião é deselegante e pode prejudicar o negócio. “É falta de profissionalismo não perceber que a sua imagem fala muito. Olhe a moda e faça o seu estilo profissional, com aquilo que cai bem para o seu porte físico e para sua função”, indica Ruth. É importante ainda saber se vestir para situações variadas. Um empresário não vai a um banco pedir empréstimo com a mesma roupa que vai a um churrasco com clientes.

7. Fale de negócios na sobremesa

Um almoço de negócios pode ser bastante produtivo para a empresa, mas um desastre em etiqueta. Para as consultoras, o básico é mastigar de boca fechada, manter os cotovelos fora da mesa e mostrar-se confortável. “Às vezes, é melhor escolher um prato simples para dar atenção ao cliente ao invés de coisas elaboradas para impressionar e ficar confuso com a comida”, sugere Ruth. Além disso, evite falar de negócios durante todo o almoço. O melhor momento para isso é a sobremesa.

8. Entenda outras culturas

Os negócios globais são cada dia mais comuns. Mesmo nas pequenas empresas, o contato com clientes e investidores estrangeiros tem se tornado um hábito. “Desconhecer as características culturais de um cliente estrangeiro é deselegante e pode prejudicar a empresa”, sugere Ligia.

Nestas horas, é preciso pesquisar sobre a cultura da pessoa e evitar problemas como afeto excessivo e até atitudes que podem ser consideradas rudes. “Nos contatos com as empresas multinacionais ou em viagens de negócios, precisa conhecer bem os clientes. Conhecer e respeitar as culturas é muito importante”, indica Ruth.

Fonte: Exame.com

segunda-feira, 5 de março de 2012

Reajuste os preços sem irritar os clientes

A teoria e a fórmula parecem simples: a some de custos com o lucro desejado dará o preço cobrado por produtos e serviços. A realidade, no entanto, exige um pouco mais do empreendedor. Além de conhecimento da própria empresa, também é essencial um estudo do mercado e da concorrência antes de precificar seus produtos. A regra vale para descontos, promoções e, também, aumentos.

Para saber como reajustar os preços sem irritar a clientela, é preciso conhecer a melhor forma de definir o valor de um item. Existem duas linhas principais quando se fala em formação de preços: soma do custo com a margem de lucro e observação do mercado e da concorrência. A orientação dos especialistas é alinhar as duas. “Não adianta fazer um cálculo elaborado e definir preço que o mercado não aceita, ou o contrário e colocar um preço baixo e ter prejuízo”, avalia o consultor da Praxis Education.

Para o professor Adriano Gomes, a avaliação do mercado é mais importante do que a simples soma de custos. “Essa ideia de que fazer fórmula de precificação está afastada da atual realidade. Ninguém consegue formar preço a partir do escritório. Eles são dados pelo mercado, a partir do conceito de valor que determinada marca ou produto consegue transmitir para clientes potenciais.”
 
Tenha uma justificativa aceitável

O professor de finanças do curso de Administração da ESPM Adriano Gomes destaca o reajuste de custos (alteração no valor das matérias-primas, fornecedores, aumento de salário de funcionários) e mudanças na tributação (alíquota dos produtos ou até mesmo da legislação) como variáveis que podem atingir os preços.

Para ele, aumentos baseados na vontade do empresário, sem embasamento em algum desses quesitos, têm como consequência certa a perda de vendas. “Quando há uma explicação plausível, que foge ao controle do empresário, o cliente aceita a ideia de reajuste dos valores a serem pagos. O que o consumidor não aceita são aumentos absolutamente inexplicáveis e pontuais, praticados por uma ou duas empresas do segmento", explica Gomes.
 
Acompanhe o mercado

Galhardo lembra da necessidade de se pensar muito bem a respeito do repasse de custos para o consumidor. “Aumentar e depois diminuir o valor pode queimar a imagem da empresa e ser um caminho sem volta”. De acordo com ele, o ideal é que o empresário, ao identificar que seus custos aumentaram, cheque a repercussão disso no mercado. “Às vezes, o concorrente aplicou um aumento proporcional ao que sentiu no próprio bolso e, se eu decidir lucrar menos e repassar o menor custo possível ao consumidor, posso atrair mais clientes.”

Ofereça mais

Segundo especialistas, bom atendimento, cumprimento de prazos e boa vontade são características que os clientes levam em na hora de aceitar pagar um valor superior. “O preço pode ser interessante para chamar o consumidor para a loja, mas ele aceita pagar mais se consegue um pacote que vai além”, destaca o sócio-diretor da Praxis Education, Maurício Galhardo.

Por isso, praticar preços muito acima do mercado, sem oferecer nenhum diferencial é pergidodo. “É pouca a margem de manobra para decidir qual será o valor, a não ser que o produto seja exclusivo. No mercado concorrencial os preços já estão estabelecidos”, diz Gomes.
 
Corte custos

Se a intenção de aumentar os preços é lucrar mais, os especialistas sugerem tentar outras opções. Para Adriano Gomes, a nova realidade do mercado exige que o empresário se dedique mais para ter uma gestão eficaz de custos. “Ele deve comprar bem, certo e no tempo correto”. Ou seja, produtos de qualidade, na quantidade adequada à demanda e na época certa  - não adianta querer vender casacos no verão ou peças com estampas da coleção passada -, o negócio vai adiante.

Maurício Galhardo concorda com a teoria. “A melhor estratégia é trabalhar custos da empresa, reduzir os gastos, ter eficiência nos processos de baratear estrutura e, assim, chegar a um preço atrativo”. Porém, o especialista ressalta que essa não é a realidade da maioria das pequenas empresas. “É raro encontrar um empresário que tem controle sobre seus gastos”.

Fonte: Exame.com

sexta-feira, 2 de março de 2012

Modelos sustentáveis transformam resíduos em energia e lucros

Empresas exploram modelos lucrativos de agroenergia pensando na sustentabilidade e em bons negócios

Nas últimas décadas, houve uma ampla mobilização entre os países por práticas e soluções que pudessem melhorar a relação do ser humano com o meio ambiente. Desde reuniões, como as realizadas em Copenhague, e até assinaturas de termos, como o protocolo de Kioto, boa parte das nações começou a pensar sobre como será o futuro ambiental do nosso planeta.

No mundo empresarial, o tema também começou a fazer parte da agenda de muitas organizações. Diversos empreendimentos começaram a pensar sobre a sustentabilidade e associar sua imagem a ações voltadas para a responsabilidade socioambiental. Bancos, indústrias, estatais e companhias de diferentes segmentos aderiram a essa prática. Como resultado, o tema tornou-se papo presente entre empresas e consumidores, configurando-se num posicionamento de ética e transparência para quem o adota.

No entanto, se antes o intuito era apenas transmitir a imagem de "politicamente correto", hoje, as questões de responsabilidade sócio/ambiental estão mostrando ser uma necessidade eminente sendo, inclusive, muito lucrativas para quem as utiliza. Uma dessas vertentes que está crescendo é a da agroenergia – com a busca de alternativas energéticas menos poluentes e com perspectivas de renovação continuada.

Esse tipo de fonte energética ganhou força, principalmente, com o crescente aumento do preço do petróleo, a possível instabilidade de suprimento e o risco das alterações climáticas derivadas da liberação excessiva de gases causadores de efeito estufa. E há iniciativas bem interessantes nesse segmento.


 Cada vez mais surgem iniciativas relacionadas às questões ambientais.

Sonho juvenil

Um empresário que arregaçou as mangas e acreditou nesse tipo de energia sustentável foi o administrador Alessandro Araújo Gomes. Antes mesmo de entrar na faculdade, ele alimentava o sonho de se envolver em um projeto sustentável. "A ideia de montar um negócio surgiu há muito tempo, numa aula de ecologia, em 1989. Depois de formado em Administração, com bastante vontade, comecei a procurar algo que juntasse preservação ambiental e geração de energia, e acabei encontrando o programa nacional do biodiesel, em 2006", conta.

Em 2008, Alessandro escreveu um plano de negócios e buscou financiamento junto a amigos e parentes para montar uma usina de produção de biodiesel. Com o projeto em mãos, a Prefeitura Municipal de Cruzeiro, em São Paulo, cedeu uma área no Distrito Industrial I, possibilitando, assim, o início das atividades. Lá é reciclado o óleo de fritura usado em restaurantes, cozinhas industriais, lanchonetes e condomínios para fabricação do combustível, bem como nas indústrias de sabão, ração e resinas.

Com uma produção mensal de 10 mil litros, o empresário sabe que ainda há um grande caminho a percorrer. "Para os próximos anos, esperamos um crescimento significativo na coleta de óleo de fritura usado e gorduras residuais em função do aumento da consciência da população. Estamos ajudando a plantar um futuro melhor. Sabemos que o trabalho é difícil e demorado, mas os frutos serão bons para todos", salienta.

A união faz a força

A iniciativa de utilizar resíduos para gerar energia também movimenta grandes entidades. A Petrobras Biocombustível, por exemplo, fez uma parceria com a rede de catadores de resíduos sólidos recicláveis do Estado do Ceará e implementou, em dezembro de 2011, uma Estação de Tratamento Primário de Óleo e Gorduras Residuais (OGR) na Usina de Quixadá, na cidade de Fortaleza.

A unidade tem capacidade de filtrar 30 mil litros/mês de óleo de cozinha e contribui para o desenvolvimento do programa Cuidar, voltado à coleta e ao beneficiamento desse óleo destinado à produção de biodiesel. De acordo com Silvano Cavalcante, gerente de suprimento da usina, a implantação dessa unidade vem ajudar toda a região metropolitana. "Com esse avanço, aumenta a possibilidade de reaproveitamento desse óleo e diminui seus impactos ambientais e sociais, gerando postos de trabalho e agregando valor e renda a uma atividade já realizada pelos catadores", destaca.


A Usina de Quixadá é uma das mais importantes produtoras de biodiesel no país.

A parceria da Petrobras Biocombustível com a cooperativa de catadores já se estende para outros locais como Bahia e Minas Gerais - estados onde estão localizadas suas usinas de biodiesel. Apesar de essas iniciativas serem realizadas em localidades específicas, as ações criam perspectivas de um mundo de possibilidades, em que a utilização dos recursos da natureza podem garantir não apenas um ecossistema no futuro, mas uma nova forma de fazer negócios. 

Fonte: Administradores.com