sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cinco empresas brasileiras estão entre as marcas mais engajadas no Facebook

A empresa brasileira melhor posicionada é a L'Oréal Paris Brasil, com 1 milhão de fãs.

O site All Facebook divulgou um levantamento da Fangager com as 100 marcas que possuem os fãs mais engajados no Facebook. No topo do ranking aparece a Sony Ericsson, que tem 5,7 milhões de pessoas atreladas à sua fan page, das quais 105,2 mil são ativas.

O top 5 é completado por Walmart (9,2 milhões de fãs; 99,7 mil ativos), Red Bull (22,3 mi e 85,4 mil), Disney (28,5 mi e 83,8 mil) e Pepsi (5,8 mi e 79,1 mil).

Cinco marcas brasileiras estão presentes na lista, sendo que a melhor posicionada é a L'Oréal Paris Brasil, que aparece em sétimo lugar com 1 milhão de fãs, dos quais são 72,8 ativos.

Também aparecem TIM, na 25ª posição com 579,2 mil fãs (12,6 mil ativos); Itaú, na 35ª (81,8 mil fãs, 6,9 mil ativos); Bradesco, na 69ª (8,3 mil e 437); e Petrobras, na última posição com 2,8 mil fãs, mas nenhum ativo.


Fonte: Administradores.com

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A cabeça de Steve Jobs

O livro trata-se de como o eleito CEO da década construiu a Apple, teve sua queda na empresa que por consequência caiu também e teve sua volta para nunca mais sair empurrando a empresa para o que é hoje.

Para quem não conhece a história de Jobs, o livro é fundamental. Escrito por Leander Kahney editor da revista wired.com e principal colaborador do blog Cult of Mac (cultofmac.com), ele escreve dizendo que é difícil acreditar que um único homem tenha revolucionado a informática nos anos 1970 e 1980 (com o Apple II e o Mac), e tenha revolucionado o cinema de animação nos anos 1990 (com a Pixar e o famoso filme Toy Story). Isto mesmo se você não sabe Steve Jobs foi um dos fundadores da Pixar. Sua mais recente revolução foi na música trazendo um aparelho pequeno de fácil uso que virou febre no mundo inteiro, o iPod.
 



O livro reúne as lições empresariais de um elitista que considera a maioria das pessoas imbecil, mas faz gagdets fáceis de serem utilizados por qualquer “idiota”. Também mostra segredos de seu sucesso, considerando um líder notável nas indústrias da tecnologia da informação e do entretenimento.

Uma experiência minha de cliente da Apple: “ninguém joga fora a caixa – embalagem – de um produto da Apple”. Ela é simplesmente fantástica, não querendo reverenciar, mas Jobs passa tanto tempo pensando na embalagem quanto pensando no funcionamento das aplicações. Esta qualidade dita impecável por muitos, que faz a Apple hoje ser referência em produtos. Para Jobs, o ato de tirar um produto da caixa é parte importante da experiência do usuário e, como tudo que ele faz, é pensado com muito cuidado, talvez seja por isto que minha caixa ainda esta guardada.

Jobs é considerado um capataz pelos seus funcionários, rigoroso com prazos e principalmente com o extremo sigilo de seus produtos em fabricação. Os funcionários na sua grande maioria tentam desviar de locais onde possam barrar por ele, com medo de repreensão por quere saber como andam “as coisas”. Disto tudo se pode pensar que ele não é a pessoa certa para comandar uma empresa, estou certo? Errado. Alguma coisa ele deve estar fazendo direto, afinal tirou em 10 anos a Apple de uma falência eminente e a tornou uma companhia maior e mais saudável que jamais fora.

Sua história

Nascido em San Fransisco em fevereiro de 1955, filho de pais universitários e não casados, Jobs foi oferecido a adoção. Um casal de operários que pouco tempo depois se mudou para Mountain View, na Califórnia, uma cidade que era rural e foi invadida pelo Vale do Silício pouco tempo depois. Jobs confessa que o professor do quarto ano salvou sua jornada como estudante subornando-o como doces e dinheiro para estudar. “Certamente eu teria acabado na cadeia”, disse. Seu fascínio por tecnologia surgiu quando um vizinho lhe apresentou um kit eletrônico vendido como hobby, que o fez compreender como as TVs funcionavam.

Os pais biológicos colocaram uma condição na sua adoção, frequentar a faculdade. Jobs foi então para o Reed College, no Oregon, depois do primeiro semestre.

Quando voltou a conversar com seu amigo Steve Wozniak, um gênio da eletrônica que havia construído seu próprio PC para se divertir. Juntos fundaram a Apple Computer Inc. na garagem de Jobs onde foram saindo montando seus computadores manualmente. Na revolução dos PCs a Apple deslanchou, lançando no mercado ações em 1980 com a maior oferta pública jamais vista. Com 23 anos Jobs tinha mais de 100 milhões de dólares.


O principal produto

A Apple decolou não foi com computadores, foi com o iPod, em outubro de 2001, o aparelho de tocar músicas transformou a empresa. O que levou isto foi que o iPod deixou de ser um aparelho de luxo para geeks e tornou-se popular. Aparelhos mais novos, revolucionários e de fácil uso com tela sensível ao toque, com uma loja virtual para comprar músicas a preço de 1 dólar americano popularizaram ainda mais o player. Até março de 2009 a Apple já havia vendido 163 milhões de iPods.


A Pixar

Em 1995, o pequeno estúdio de cinema particular de Jobs fez o primeiro filme totalmente animado, Toy Story. O sucesso do filme foi tanto, que a cada ano a empresa lançava um novo longa-metragem. A Pixar foi vendida a Disney em 2006 pela quantia de 7,4 bilhões de dólares, o que tornou Jobs o maior acionista da Disney e o nerd mais importante de Hollywood.


A queda

Em 1985 Jobs foi forçado a deixar a Apple após uma malsucedida luta pelo controle da companhia. Com vontade de vingança fundou uma concorrente chamada NeXT, com propósito de vender computadores para universidades assim tirando a Apple do mercado. Comprou uma empresa de computação gráfica por 10 milhões de dólares que estava em sérias dificuldades financeiras. A empresa por fim nunca decolou, vendeu apenas 50 mil computadores e teve que sair do ramo, concentrando-se na venda de softwares. Porém a criação destes softwares deram impulso para que Jobs voltasse a Apple mais tarde, e estes tornassem alicerce para várias tecnologias que até hoje ainda pairam sobre os Macs.


A volta

Em 1996 – foi o ano que Jobs voltou e pos seus pés novamente dentro da empresa fundada por ele e Steve Wozniak. A beira da falência, Jobs decidiu suspender diversos produtos que estavam no mercado e em criação. Deixou apenas entre 4 a 5 produtos, concentrando todo o esforço da Apple para estes. O foco nos produtos fez com que a Apple saísse do buraco.

O livro ainda conta sobre a personalidade dele, que vou deixar para que você o leia.




Fonte: Oficinadanet

Homenagem de estudante de design a Jobs vira hit na internet

O desenho se espalhou na internet, atraindo centenas de milhares de posts, além de aparecer em bonés e camisetas comercializadas no eBay. Rendeu até oferta de emprego.

Jonathan Mak teve a ideia de incorporar a silhueta de Steve Jobs na mordida da maçã do logo da Apple

Uma homenagem de um estudante de design de Hong Kong ao fundador da Apple Steve Jobs virou hit na Internet nesta quinta-feira com seu simbolismo minimalista e emocionante, e acabou rendendo uma oferta de emprego e sendo usada em produtos de merchandising.

Jonathan Mak, estudante de 19 anos da Escola de Design da Universidade Politécnica de Hong Kong, teve a ideia de incorporar a silhueta de Steve Jobs na mordida da maçã do logo da Apple, simbolizando tanto a partida de Jobs quanto sua presença constante no coração da empresa.

O desenho se espalhou na Internet, atraindo centenas de milhares de posts, além de aparecer em bonés e camisetas comercializadas no eBay. O logo chegou a ser usado como foto do perfil do ator Ashton Kutcher no Twitter.

"Foi um dia maluco para mim", disse Mak à Reuters. "Estou animado e assustado ao mesmo tempo."

O estudante contou que recebeu uma oferta de emprego por causa do desenho. "Realmente estou sem palavras", afirmou ele no Twitter.

O cofundador da Apple, que criou produtos revolucionários e mudou a maneira como o mundo aborda a comunicação pessoal e usa os computadores, morreu na quarta-feira, aos 56 anos.

Mak, que inicialmente criou o logo depois que Jobs deixou o comando da Apple em agosto, disse que o design não havia feito tanto sucesso até ser novamente divulgado na quinta-feira.

"Originalmente, eu ia colocar o logo preto modificado sob um fundo branco", explicou Mak, que prestou homenagem a Jobs na loja da Apple em Hong Kong.

"Mas não pareceu melancólico o suficiente. Eu queria que fosse uma homenagem muito silenciosa. É a compreensão calada de que está faltando uma peça à Apple agora. Ele meio que sugere sua ausência."


Fonte: Exame.com

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pinacoteca ganha gato-robô como ação publicitária

Durante uma semana e meia, os usuários poderão comandar online os movimentos do robô em forma de gato que estará na Pinacoteca. O robô tem uma câmera de vídeo para os curiosos verem o novo acervo do museu
AdNews

A Pinacoteca do Estado de São Paulo reabre no dia 15 sua nova exposição de longa duração. Intitulada Arte no Brasil - uma história na Pinacoteca de São Paulo, a mostra traz um panorama da arte brasileira, do período colonial aos anos 1930, por meio de obras que integram o acervo do museu. A readequação do espaço começou no fim do ano passado e foi divulgada pela F/Nazca com a campanha Aos Curiosos.

Desde o lançamento da campanha, em março deste ano, a comunicação contou com uma série de ações como instalações, anúncio, banner na fachada do museu, folheto e pôsteres. E também com filmes, entre e eles o Le Curiosism, que explora a curiosidade natural dos gatos como retrato da curiosidade humana.

A campanha Aos Curiosos continua, mas agora com uma ação na fan page da Pinacoteca no Facebook. Durante uma semana e meia, os usuários poderão comandar online os movimentos de um robô em forma de gato que estará na Pinacoteca. O robô tem uma câmera de vídeo para os curiosos verem o novo acervo do museu. Os visitantes que forem à Pinacoteca durante esse período não poderão ver o gato porque o segundo andar ainda estará fechado até a data de inauguração.

A ação conta com banner, adesivo de gatos nas janelas do museu, filme de 60'', pôsteres, folheto e anúncio. O projeto tem parceria da Plankton Digital no desenvolvimento do robô e do aplicativo no Facebook.

Assinam a criação Bruno Oppido, Eduardo Lima, Romero Cavalcanti e Mariana Borga com direção de criação de Fabio Fernandes e Eduardo Lima.

Confira o vídeo:


Fonte: administradores.com

Os Primeiros Clientes para o seu negócio

Quando os fisioterapeutas Sergio Machado e Michel Salgado decidiram abrir uma academia de pilates, a Metacorpus Studio Pilates, descobriram que precisariam produzir os próprios equipamentos, já que o mercado não supria a demanda. “Desde o início a gente conversava com os amigos e a primeira cliente foi justamente uma amiga que se interessou e quis comprar antes mesmo de abrirmos a empresa”, conta Salgado.

Machado já trabalhava dando aulas de pilates e a experiência prévia ajudou a conseguir os primeiros clientes para o estúdio também. Eles contam que o espaço ficou pronto na sexta-feira e na segunda já tinham alunos matriculados. Para Rose Mary Lopes, professora e coordenadora do núcleo de empreendedorismo da ESPM, ter uma experiência prévia na área ajuda e muito a conseguir clientes.

Começar um negócio sem conhecer quem são os potenciais consumidores é um erro de planejamento e pode custar a vida da pequena empresa. “Eu não acredito em começar um negócio ficar esperando os clientes chegarem. Antes de abrir, você teria que ter uma lista de pessoas que se interessam pelo produto antes mesmo de estar à venda”, explica Dalton Vietsi, professor de gestão de marketing da Trevisan Escola de Negócios.

Ative sua rede de contatos
O primeiro passo para conseguir clientes é espalhar a notícia de que a empresa existe. “Desde o começo, o que funciona é o networking e o boca a boca – real ou virtual - dos clientes também”, conta Salgado. Acione sua rede de contatos e comunique amigos, familiares e conhecidos de que você está se dedicando a um novo negócio. “Aproveitar as redes sociais para manter contato é um bom caminho”, ensina Rose. Vietsi faz uma ressalva para que o contato não pareça inconveniente. “Vale sempre ativar a rede pessoal, mas implorar ajuda significa insegurança. O grande desafio de conseguir clientes é a comunicação de como abordar as pessoas”, diz.

Conheça o perfil dos clientes
Se você não tem uma rede de contatos específica do seu negócio, como era o caso dos sócios da Metacorpus Studio Pilates, faça um estudo e descubra quem seriam os seus clientes potenciais. Visitar os concorrentes e conhecer muito bem o negócio e sua região de atuação ajudam nesta tarefa. “Em uma loja, faça o trabalho de relações públicas, divulgue e se aproxime das pessoas. É interessante ver quem são os tomadores de decisão na sua área”, sugere Rose. Quando o negócio já estiver em operação, mantenha contato permanente com os clientes através de e-mails e divulgações. “Saiba quem são, o que querem e como trabalhar a oferta para os potenciais clientes”, diz Vietsi.

Encontre formadores de opinião
Como boa parte do começo de um negócio depende do boca a boca, colocar sua empresa na pauta de quem entende do negócio pode ser uma boa estratégia. “Principalmente para os negócios de serviços, quanto mais exposição houver, melhor. Por isso, mesmo que você já tenha uma base de consumidores, visite potenciais clientes. Não pare de buscar novos compradores”, sugere Vietsi. Como neste setor as pessoas se baseiam em referências que colhem com amigos e familiares, é importante também atrair a atenção de quem entende do assunto. “É interessante identificar pessoas formadoras de opinião e convidá-las a experimentar seu serviço. Se você tem um restaurante, por exemplo, busque conhecer os críticos da sua região”, diz a professora da ESPM.

Prepare os vendedores
Não adianta fazer publicidade do seu negócio e, quando o cliente decide conhecer, ele encontra um atendimento ruim. Treine o time de vendedores para que eles não causem constrangimento ou desconforto nos consumidores. “Esteja preparado para o ato de vender. Não é empurrar nem forçar. Vender precisa ser uma oferta, uma sugestão. Os vendedores devem estar prontos a oferecer soluções e se propor a ajudar sem forçar a decisão do consumidor”, ensina Vietsi.

Relacione-se
Depois que o momento de conquista dos primeiros clientes passar e a empresa estiver caminhando bem, não se esqueça de consolidar o relacionamento com os consumidores. Para o professor da Trevisan Escola de Negócios, manter um relacionamento mais duradouro garante que os clientes lembrem e prefiram a sua empresa. “O empresário precisa estar o tempo todo tentando entender o cliente, saber onde ele está e criar um pequeno banco de dados com telefone e endereço para saber quem compra na sua loja”, diz Vietsi.



Fonte: Exame.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dicas para se dar bem no novo emprego

Quem nunca sentiu o chamado “frio na barriga” quando vai ingressar em um novo emprego? Nestes momentos, o novo ambiente, as inseguranças e o receio de como as pessoas irão nos acolher contam muito para nossa expectativa de sucesso na nova jornada profissional.

Conversamos com profissionais de RH e Administração que nos deram algumas dicas para que esta fase inicial transcorra da melhor maneira possível. Confira!

Leitura do ambiente:
“Seja na primeira ou décima troca de emprego, essa dica é muito importante. Antes de chegar falando tudo o que pensa, emitir opiniões e fazer pré- julgamentos, o profissional deve observar como é a relação entre as pessoas, a forma delas trabalharem e escutá-las. Vestimenta, ritmo de trabalho e relacionamento entre os pares são pontos que devem ganhar atenção”, aconselha Danilo Afonso, gerente do Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT)

Cautela em mostrar habilidades:
“É normal a ansiedade de chegar em uma nova empresa e logo querer mostrar a capacidade profissional. Porém, deve haver certo cuidado em transparecer, logo de cara, as melhores habilidades a seus pares. Estas pessoas poderão achar que o novo empregado quer impor que é melhor que o restante da equipe, causando certo repúdio. O indicado é apresentar as qualidades pouco a pouco”, indica Danilo.

Se mostrar aberto à novidades:
“Demonstre que você quer conhecer seus novos colegas de trabalho e quer aprender com eles. Mostre-se aberto para perguntas e também para perguntar. Busque interação. Conhecer o dia a dia das pessoas com as quais você trabalha pode ajudar na convivência no ambiente corporativo. Compartilhe experiências e procure entender o ponto de vista de cada um a  sua volta”, opina Anderson Cavalcante, administrador de empresas.

Foque no presente:
“O que passou te trouxe aprendizados e pode até ter deixado saudade. Contudo, para que a nova experiência seja positiva, é preciso focar no presente, não ficando preso às vivências passadas. Evite comparações, tentando não buscar semelhanças entre os costumes da empresa nova e da antiga”, conta Cavalcante.

Ser coerente após a seleção:
“O profissional deve ter postura igual ao perfil que demonstrou ter na fase do recrutamento. A empresa o contratou por conta de suas características técnicas e comportamentais, e ele será avaliado em seu período inicial também por estas características”, relata Lucélia Borges, sócio-diretora da Start Total Consultoria de Carreira e Treinamento.

Desenvolver bons relacionamentos:
“Não somente com membros internos, mas também com clientes e fornecedores, por exemplo. A boa impressão logo de cara conta muito, e ser sempre agradável e prestativo com os colegas e o líder é vantajoso, pois, na hora de uma promoção ou indicação, você sempre será lembrado”, conta Lucélia.


Fonte: Portal Carreira & Sucesso

domingo, 2 de outubro de 2011

Burocracia tributária leva R$ 20 bi de empresas

Levantamento da Fiesp mostra que o custo equivale ao que a indústria de transformação desembolsa por ano e supera em 58% o investimento em pesquisa e desenvolvimento.


A cada hora, cinco novas regras tributárias chegam à contabilidade das empresas brasileiras. Para colocá-las em prática, um batalhão de profissionais é acionado, softwares são alterados e planilhas refeitas. No fim do dia, a maratona para ficar em ordem com o Fisco já corroeu 1,16% do faturamento da empresa no período. Em um ano, a conta fica salgada. Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que as empresas gastam R$ 19,7 bilhões só com a burocracia do sistema tributário.

O custo equivale ao que a indústria de transformação desembolsa por ano com a folha de pagamento e supera em 58% o investimento em pesquisa e desenvolvimento, revela o estudo. Intitulado Carga Extra da Indústria Brasileira, o trabalho mostra o quão pesado é o gasto da indústria para preparar o pagamento de um tributo e honrar outros compromissos com a União, Estados e municípios.

"Custa caro manter o complexo sistema tributário brasileiro. Não bastasse a elevada carga de impostos e contribuições, que na indústria chega a 40,3% dos preços dos produtos, as companhias também têm de arcar com essa despesa adicional", afirma o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, coordenador do estudo. Segundo ele, até chegar ao consumidor final, considerando a cumulatividade da cadeia produtiva, os gastos com o sistema podem chegar a 2,6% do preço dos produtos industriais.

O maior custo das empresas é com pessoal. De acordo com o estudo, são dez funcionários para realizar cada atividade, como folha de pagamento, escrituração fiscal e contabilidade. "Na minha empresa, há um batalhão de pessoas trabalhando pra valer nessas áreas", afirma o diretor Saulo Pucci Bueno, membro do conselho de administração do Grupo Amazonas, que produz solados e saltos de borracha. Ele conta que só na contabilidade são 15 pessoas, que gastam quase 30% do tempo de trabalho preenchendo papéis.

Além disso, como o sistema tributário é complexo e suas regras mudam diariamente, a empresa mantém outros seis funcionários para auditar o trabalho feito pela contabilidade. Apesar de a maioria das atividades serem eletrônicas, Bueno diz que ainda há muita coisa em papel. "Exemplo disso é que mantemos um prédio só para o arquivo morto e dois funcionários para organizar toda papelada. E eles trabalham bastante." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame.com